A infecção do trato urinário, conhecido
também pela sigla ITU, é uma doença comum entre a população, atingindo todas as
idades e ambos os sexos. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor para o
tratamento. Em casos graves, ela pode se transformar em uma infecção
generalizada e levar à morte.
De acordo com Letícia Patrício Leo,
médica clínica da Pró-Saúde e com atuação no Hospital 5 de Outubro (HCO), em
Canaã dos Carajás, as mulheres se mostram mais vulneráveis neste tipo de
infecção, por uma questão anatômica, devido a uretra ser mais curta e a sua
entrada mais próxima da vagina e ânus.
“Uma flora vaginal saudável, com pH
ácido, ajuda na proteção. Porém, se existe algum desequilíbrio nas bactérias da
vagina, a mulher fica mais suscetível à doença”, explica.
A especialista comenta que no homem é
maior o comprimento uretral, além de contar com outros fatores antibacterianos
que ajudam na proteção. No entanto, homens também podem sofrer esse tipo de
infecção. “Alterações urinárias também pode indicar aos homens que algo não
anda bem com a próstata”, alerta.
Letícia ressalta que os principais
sintomas para infecção urinária envolvem ardência e dor ao urinar, aumento da
frequência miccional, ou seja, urinar mais do que o usual e dor na região
inferior do abdome. Em alguns casos também pode existir sangue e odor forte na
urina.
A profissional explica que, na maioria
das vezes, essas bactérias causam apenas cistite, nome dado à inflamação
restrita a bexiga, mas alguns tipos têm a capacidade de aderir e invadir o
trato urinário chegando até os rins, o que se denomina pielonefrite.
“Isso ocorre principalmente quando há
demora ou tratamento incorreto. Vale lembrar que a infecção urinária não é
transmissível, ou seja, não passa de uma pessoa para outra”, diz.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é feito por meio de exames
de laboratório, contudo, principalmente em pacientes com quadro de ITU
recorrente é importante realizar teste mais complexos de cultura de urina e
antibiograma, que irão definir o tipo de bactéria e qual o melhor antibiótico a
ser utilizado no caso.
“Não realizar o tratamento conforme a
orientação médica permite que as bactérias se multipliquem e ascendam o trato
urinário, afetem os rins ou migrem para a circulação sanguínea, o que chamamos
de infecção generalizada”, conclui Letícia.
Cuidados para evitar infecção urinária
• Beba muita água. O líquido ajuda a
expelir as bactérias da uretra e da bexiga;
• Urine com frequência. Reter a urina na
bexiga por longos períodos é uma contraindicação importante;
• Urinar depois das relações sexuais
favorece a eliminação das bactérias que se encontram no trato urinário;
• Redobre os cuidados com a higiene
pessoal. Mantenha limpas a região da vulva e do ânus. Depois de evacuar, caso
não haja a possibilidade de uso da ducha higiênica, passe o papel higiênico de
frente para trás;
• Sempre que possível, lave-se com água
e sabão, de pH neutro. Ainda assim, não exagere, pois a lavagem em excesso pode
prejudicar o equilíbrio da flora genital, importante para a proteção do nosso
organismo;
• Evite roupas íntimas muito justas ou
que retenham calor e umidade, porque facilitam a proliferação das bactérias;
• Mulheres devem trocar os absorventes
com frequência para evitar a proliferação bacteriana.
O Hospital 5 de Outubro foi fundado pela
empresa Vale e projetado para apoiar as operações da Mina Sossego e a
implantação do projeto S11D. A unidade é gerenciada pela entidade filantrópica
Pró-Saúde.