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| Crédito: Ricardo Amanajás / Arquivo Ag. Pará |
Para evitar os riscos de propagação da
cepa indiana da Covid-19 no Pará, a Secretaria de Estado de Saúde Pública
(Sespa), por meio do Departamento de Vigilância Sanitária (Visa Estadual),
divulgou nesta segunda-feira (31), um documento com uma série de orientações
para a população, em especial às pessoas que estiverem em trânsito, indo e
saindo do Estado, bem como aos transportadores de passageiros.
As orientações têm como base legislações
estaduais e federais e outros dispositivos legais e protocolos sanitários
estabelecidos pelo programa Retoma Pará, Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) e Ministério da Saúde.
Equipes do Departamento de Vigilância
Sanitária da Sespa estarão a partir desta terça-feira (01), coordenando as
ações de barreiras sanitárias nos municípios de Cachoeira do Piriá, Viseu, Dom
Eliseu e Abel Figueiredo. Os quatro fazem divisa com o Maranhão, onde já foram
registrados seis casos da variante indiana. "Nessa operação, estarão a
Sespa, a Secretaria de Segurança Pública (Segup), os Centros Regionais de Saúde
e os municípios atuando. Aos quatro municípios foram enviados pela Sespa testes
de antígeno e PCR, que serão utilizados nas operações", explica a diretora
do Departamento de Vigilância Sanitária da Sespa, Mílvea Carneiro.
Ela reforça que, neste momento, é essencial
o trabalho em conjunto aos municípios, além da cooperação da população, para
que as barreiras possam cumprir seu papel de forma efetiva. "Há um ano
temos intensificado as medidas sanitárias e a cooperação da população é de suma
importância. Estamos aqui para orientar e que, na ocorrência de novos casos,
possamos ter um acompanhamento mais adequado da situação. Caso alguém esteja se
deslocando e esteja com sintomas, procure as barreiras sanitárias, pois dessa
forma a população estará ajudando o trabalho de enfrentamento à pandemia e
estaremos cada vez mais perto de ganhar a batalha contra a Covid",
declarou.
A primeira recomendação contida no
documento se refere aos condutores e colaboradores, como aferir a temperatura e
disponibilizar meios de higienização das mãos com água e sabonete líquido e/ou
álcool 70% nos transportes, quando for o caso; evitar apertos de mão ou outros
tipos de contato físico e usar máscaras durante todo o percurso de viagem.
Orienta-se também que esses profissionais evitem comer dentro dos veículos,
para que a máscara não seja removida. O ideal é esperar as paradas nos locais
específicos para essa atividade.
O interior do veículo deve ser mantido
ventilado e a lotação máxima evitada, a fim de conter aglomerações. Após a
entrega do bilhete de passagem da viagem, se ocorrer, utilizar álcool 70% nas
mãos. Manter sanitários, quando houver, providos de sabonete líquido, toalha
descartável, álcool 70% e lixeiras com tampa de acionamento não manual. Caso
haja algum condutor ou outro membro da equipe de transportes com sintomas,
afastar de suas funções imediatamente e informar a Vigilância Sanitária/
Epidemiológica.
Aos passageiros, é obrigatório o uso de
máscara cobrindo boca, nariz e o queixo, ajustada ao rosto, durante a durante
todo o percurso de viagem, não devendo ser retiradas ao tossir ou espirrar. Se
por algum motivo não estiver usando máscara no momento da tosse ou espirro,
deve-se cobrir o nariz e boca com lenço de papel e descartá-los adequadamente
em lixeiras com tampas de acionamento não manual. Na indisponibilidade dos
lenços, deve-se cobrir com a parte interna do cotovelo e nunca com as mãos. A
entrada e saída do transporte devem ser realizadas com distanciamento de 1m50
metros, quando for o caso, a fim de evitar o cruzamento de pessoas.
Ainda em relação aos passageiros, o
tempo de permanência em locais de alimentação deve ser o mínimo possível,
sempre evitando as aglomerações. Recomenda-se também não tocar os olhos, o
nariz ou a boca com as mãos se não estiverem lavadas com água e sabão ou
higienizadas com álcool 70%. O produto também deve ser utilizado sempre antes e
depois de pegar no bilhete de passagem da viagem.
O documento emitido pela Sespa recomenda
também evitar a comercialização de produtos, sobretudo alimentos e bebidas, nos
transportes de passageiros. A medida previne que pessoas que estavam do lado de
fora entrem contaminando o ambiente e que os passageiros retirem as máscaras
para consumir ou beber no interior do veículo.
Limpeza e desinfecção
A Visa reforça que os procedimentos de
limpeza e desinfecção dos veículos de transporte de passageiros sejam feitos
com produtos devidamente aprovados pela Anvisa em todos os ambientes,
superfícies e equipamentos, minimamente antes do início e ao término das viagens;
seguindo as instruções do fabricante para todos os produtos, ressaltando que os
desinfetantes com potencial para desinfecção de superfícies incluem aqueles à
base de cloro, álcoois, alguns fenóis e alguns iodóforos e o quaternário de
amônio.
É importante nunca varrer superfícies a
seco, pois esse ato favorece a dispersão de microrganismos que são veiculados
pelas partículas de pó. Outras medidas são utilizar a varredura úmida, que pode
ser feita com esfregão ou rodo e panos de limpeza de pisos e realizar o
descarte adequado de resíduos provenientes do uso de objetos pessoais
descartáveis como lenços e máscaras, preferencialmente separados em sacos e em
lixeiras de acionamento não manual.
A Visa Estadual orienta, ainda, que as
Vigilâncias Municipais devem verificar se as medidas de prevenção estão sendo
cumpridas em todos os transportes de passageiros, públicos ou particulares,
coletivos ou não, assim como as normas gerais e locais específicas sobre a
atividade. As equipes municipais devem também seguir o "Fluxo de
orientação às Vigilâncias Sanitárias Municipais para monitoramento de possíveis
casos suspeitos de Covid-19 com variante indiana nas Barreiras
Sanitárias", obtidas no anexo I do documento, bem como garantir e
monitorar a aplicação do "Questionário de triagem de COVID-19",
disponível no anexo II.
As orientações da Sespa para as
Vigilâncias Epidemiológicas dos municípios incluem triagem de condutores,
colaboradores e passageiros de transporte terrestre que desembarcarem no
município e investigação e condução de sintomáticos respiratórios suspeitos à
realização de confirmação por testes de antígenos, na unidade de retaguarda;
bem como rastreamento de contatos para monitoramento de sintomas por 10 a 14
dias. As recomendações indicam ainda que o município deverá encaminhar as
amostras biológicas ao Laboratório Central do Estado (Lacen), orientar quanto
ao isolamento social ou clínico de pacientes confirmados por 10 a 14 dias, a
partir do início dos sinais e sintomas.
Segundo Milvea Carneiro, a necessidade
de manutenção das medidas não farmacológicas, como o uso de máscara, lavagem
das mãos e distanciamento social continuam em voga, pois a pandemia da Covid-19
ainda não terminou.
Confira a nota técnica na íntegra nos
links a seguir:
http://www.saude.pa.gov.br/notas-tecnicas/
e http://www.saude.pa.gov.br/coronavirus