Um litro de óleo de cozinha pode
contaminar cerca de 25 mil litros de água. Esses números se tornam assustadores
quando considerada a paixão do paraense pelo peixe frito com açaí, famoso nas
barracas no Ver-o-Peso, e as populares coxinhas vendidas por ambulantes nos
bairros da cidade.
Outras oficinas irão acontecer ao longo
Programa de Educação Ambiental e Sanitária (Peas) do Promaben, visando
capacitar moradores do Jurunas, Condor e Cremação, bairros sob influência das
obras do Programa, a reutilizarem óleo de cozinha para fabricação de sabão e
com isso diminuir a quantidade de óleo descartado irregularmente.
Ela explica que o reaproveitamento do óleo de cozinha minimiza os efeitos do descarte incorreto e da poluição nos cursos d’água e do solo. Informa ainda que a reciclagem do óleo usado garante a sustentabilidade e oferece resultados positivos nos aspectos social, ambiental e financeiro.
“Essas iniciativas têm que ser levadas
para a periferia e a educação precisa ser a base de tudo. Com isso, eles irão
perceber que aquilo que está sendo descartado pode ser uma fonte de renda ou de
economia doméstica, porque o resultado da oficina vai servir para a higiene
doméstica, o que já se torna menos um gasto na lista do supermercado”, comenta.
Os moradores também poderão depositar
óleo de cozinha usado em um ponto de coleta que a Cooperativa dos Catadores de
Material Reciclável (Concaves) vai disponibilizar na Rua dos Caripunas, nº 142,
próximo da Avenida Bernardo Sayão.

