Fazenda Sapucaya diz que empresa Brasil Bio Fuels Reflorestamento não cumpre decisão Judicial e causa conflito

  


“Em atenção absurdo proferido pela Brasil Bio Fuels Reflorestamento, Indústria e Comércio S.A (BBF), que vem distorcendo completamente os fatos a seu favor, a Fazenda Sapucaya vem à imprensa esclarecer à sociedade o que de fato ocorreu durante o cumprimento da Decisão Judicial de Imissão de Posse, na última sexta-feira, 03.09.21, no município de Tomé-Açu”. 

A Sapucaya atua como parte requerente em um processo, que busca retomar a posse das áreas de suas fazendas, cujos títulos de terra lhes pertencem, em razão do descumprimento de um contrato. Entretanto, de acordo com representantes da Sapucaya, “a mentira absurda que está sendo levianamente espalhada, altera completamente a realidade do que está acontecendo. A BBF está usando os trabalhadores contra a fazenda, quando na realidade essa classe jamais esteve envolvida diretamente na ação. Além disso, não existe nenhuma intenção por parte da Sapucaya em querer prejudicar os funcionários”, explicam os proprietários. 

Informam ainda os representantes da fazenda, que a advogada da BBF, Tamy Yamada, convocou os  trabalhadores para descumprirem a ordem judicial de imissão da posse.

Conforme relatos dos próprios funcionários e em vídeos, eles declaram que foram forçados a fazer o protesto durante a diligência dos oficiais de justiça. 

Para esclarecimento dos fatos, a Decisão Judicial  “DETERMINOU A DEVOLUÇÃO DAS PROPRIEDADES DAS FAZENDAS DA SAPUCAYA,  DEVIDO A RESCISÃO CONTRATUAL. RESCISÃO ESSA SOLICITADA PELA BBF EM DUAS OCASIÕES”.



 De acordo com Cleton Jucá, diretor da Fazenda Sapucaya, “Em nenhum momento foi determinada a demissão dos 1.200 funcionários que atuam nas áreas em litígio. Não é a intenção dos sócios da Sapucaya atuar com tamanha desumanidade e colocar na rua homens e mulheres dignos, cidadãos de bem que lutam bravamente para sustentar suas famílias, em especial durante a crise em que vivemos. Agir de forma cruel para retirar-lhes os empregos que confere dignidade a essas pessoas, é uma das maiores mentiras proferidas pela BBF”, revolta-se.

 A Fazenda vem a público dar a garantia de que as demissões não vão ocorrer e a manter todos os empregados das áreas em litígio. Garantia já fornecida através de contato direto feito pelo próprio administrador com os trabalhadores. “Asseguramos que não são e  jamais serão parte nesse processo judicial, mas sim meros expectadores utilizados de forma vil pela BBF como massa de manobra”, declara Cleton Jucá.

 Em nota oficial a direção da Fazenda esclarece que “O alegado terror supostamente iniciado pela Sapucaya quando da imissão da posse, em verdade partiu da empresa BBF, pois naquela ocasião os trabalhadores estavam atuando pacificamente; o que provocou resposta e temor, foi a incitação do pânico comandada pela própria BBF contra seus trabalhadores. Disparos não foram efetuados e nenhuma medida de violência partiu da Sapucaya. Os policiais que acompanhavam os Oficiais de Justiça foram solicitados por estes, em razão de uma Oficial grávida estar presente na operação. 



A Sapucaya não pede nada além do que lhe pertence de direito, não provocou e nem promoveu nenhum ato de violência, e tampouco pretende mandar às ruas os dignos trabalhadores que desenvolvem suas profissões naquela área. A discussão não é contra esses cidadãos de bem, mas sim contra a empresa, que vem utilizando manobras jurídicas para tentar impedir a concretização da justiça. Por isso, aqui reafirmamos nosso compromisso público de manter cada trabalhador em seu emprego, e não desejamos que estes nos vejam como inimigos, mas como cidadãos conterrâneos que jamais iriam querer qualquer prejuízo para suas terras e sua gente”, diz o comunicado oficial. 

Em decorrência dessa postura intransigente e intimidatória por parte da BBF, foi registrado um Boletim de Ocorrência (em anexo), como também aberto inquérito na Polícia Federal, contra o referido chefe da segurança Assunção e o chefe dos fiscais Edinaldo, para apurar esse abuso contra os trabalhadores, em razão dos mesmos terem coagido os funcionários para  que estivessem presentes durante a ação de imissão de posse, sob pena de serem demitidos por justa causa.