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| Pesquisadora Mariana Ximenes |
Quem anda pelas ruas da capital paraense
já pode sentir o cheiro de maniçoba saindo das casas. O colorido dos brinquedos
de miriti e das fitinhas de Nossa Senhora de Nazaré, que balançam nas
girândolas por todos os cantos da cidade, também dão sinal de que é hora de
vivenciar, mais uma vez, uma das maiores manifestações culturais do País: o
Círio de Nossa Senhora de Nazaré.
A procissão da imagem peregrina costuma
levar mais de 2 milhões de fiéis às ruas de Belém no segundo domingo de
outubro. O trajeto de quase quatro quilômetros, feito da Catedral da Sé até a
Basílica de Nazaré, já chegou a durar mais de nove horas.
Os principais símbolos, práticas e
adaptações do “Natal dos paraenses” serão debatidos pela pesquisadora Mariana
Ximenes em uma palestra virtual e gratuita, com base em estudos realizados
sobre a festividade e a religiosidade paraense nos últimos 15 anos. A
palestrante é Doutora em Sociologia e Antropologia pela UFPA – Universidade
Federal do Pará.
A palestra “O Círio de Nazaré de Belém
do Pará: panorama da festa e algumas questões da pandemia” será promovida pela
Casa da Cultura de Canaã dos Carajás nesta sexta-feira, 08/10, às 20h, via
Google Meet.
Para se inscrever, basta enviar mensagem
ou ligar para um destes números: (94) 99160-8186 e (94) 99220-3451. Os
participantes terão direito a certificado.
Brinquedos de miriti
Feito da fibra do miritizeiro, palmeira
nativa da Amazônia, e tombado como patrimônio cultural imaterial do Estado do
Pará desde 2010, o brinquedo de miriti é um dos principais elementos do Círio
de Nazaré em Belém do Pará.
Ele ganha as ruas da cidade em forma de
barcos, animais e bonecos feitos à mão. As técnicas de corte, lixagem e pintura
são transmitidas de geração em geração pelos artesãos abaetetubenses.
Quem tiver interesse em aprender mais
sobre o tema, desde aspectos históricos até como são confeccionadas as peças, a
Casa da Cultura de Canaã dos Carajás oferece outras duas programações virtuais.
Uma delas é uma oficina sobre as
técnicas desse artesanato, conduzida pelo artesão Ivan Teixeira. A outra
programação é a palestra “Miriti: matéria de expressão popular”, ministrada
pela pesquisadora Jaqueline Souza, da UFPA – Universidade Federal do Pará.
Ambas estão disponíveis no canal da Casa
da Cultura no YouTube (https://www.youtube.com/channel/UCcU98cUf6EJoA96pKD0u5MQ