Neste sábado (8), em Salinópolis, nordeste
paraense, ocorre o 1º Meeting Amazônia de Bodyboarding, evento que vai
possibilitar a troca de experiências dos bodyboarders Fabio Aquino e Marcus
Flavius com um público formado, em grande parte, por crianças e adolescentes,
mas também esportistas e apreciadores da modalidade. O Meeting ocorrerá a
partir das 18 horas no Nômades Hostel, localizado na estrada do Atalaia, km 5.
Na programação do 1º Meeting Amazônia de
Bodyboarding estão previstas as palestras de Fabio Aquino e Marcus Flavius,
exibição de vídeos, sorteio de brindes como incentivo aos praticantes do
esporte, além do chamado free surf, momento em que os atletas e jovens de
Salinas estarão em ação prática nas ondas da praia do Atalaia – previsto para o
período da manhã e tarde.
Inclusão– Ainda durante a programação,
será apresentado o bodyboard inclusivo, prancha destinada à prática esportiva a
iniciantes, e também voltada a pessoas com necessidades especiais. É a primeira
vez que este tipo de equipamento é apresentado na região amazônica.
Destaque- O carioca Fabio Aquino já
esteve no Pará nos anos 1990 e conferiu as ondas da praia do Atalaia e também
do distrito de Mosqueiro. Referência de esportista, campeão carioca, brasileiro
e vice-mundial amador, Aquino é top mundial e incentivador da modalidade. O
bodyboarder é considerado o atleta com mais realizações no esporte, o qual
revelou campeões mundiais como a apresentadora Glenda Kozlowski.
Fabio Aquino mantém a rotina de treinos
no Rio de Janeiro, onde mora, e ainda compete na categoria máster. Empresário,
além de manter um programa na grade do Canal Off e se dedicar a projetos
sociais como o “Oficina Prancha e Pé de Pato”, que proporciona a estudantes,
neste caso crianças, o primeiro contato com o oceano.
Marcus Flávius nasceu em Recife, mas
radicou-se em Natal, Rio Grande do Norte. Iniciou no esporte em 1991 e hoje com
43 anos disputa o circuito cearense e a Liga Master Potiguar. Treina na praia
de Miami, em Natal e participa de projetos sociais.
Projeto Curimã – Durante o 1º Meeting
Amazônia de Bodyboarding, o público terá a oportunidade de conhecer um pouco do
projeto Curimã, desenvolvido desde 2015 por um grupo de amantes do
bodyboarding. O trabalho voluntário é destinado a crianças moradoras de
Salinópolis, que participam de atividades pedagógicas e esportivas, no caso do
bodyboarding. Com o slogan “estimulando campeões no mar e na vida”, os menores
com idade entre 7 e 14 anos, recebem atenção de praticantes de bodyboarding e
do surf, frequentadores da barraca Curimã, localizado na praia do Atalaia. No
espaço são desenvolvidas atividades lúdicas como pintura, desenho e canto e,
claro, aulas de bodyboarding. Os menores são filhos de vendedores informais e
de trabalhadores que atuam nos estabelecimentos comerciais, como bares e
restaurantes.
“O objetivo maior do projeto é formar
cidadãos independentes, prontos a assumir responsabilidades que a vida nos
impõe, que o conhecimento e a relação com o outro, torne-as livres para trilhar
um bom caminho”, destaca a psicopedagoga Claudia Silva, uma das coordenadoras
do projeto. “É um prazer e uma motivação a mais para nós que praticamos. É
incluir essas crianças e colaborar com a formação de cidadãos”, ressalta
Luciano Calandrini, sargento da Polícia Militar do Pará, integrante do projeto
e bodyboarder há duas décadas.
História – Bodyboarding é um esporte
praticado na superfície das ondas em que o atleta usa prancha bodyboard para
deslizar pela parede da onda em direção à areia. Os praticantes utilizam uma
prancha e pés de pato como recursos.
O bodyboard (prancha) se originou a
partir de uma antiga forma de surf em ondas na Polinésia. Alaia boards, feitas
a partir de madeira koa. Esta forma de surfar foi observada e registrada em
1778 pelo capitão James Cook em sua chegada no Havaí.
Mais tarde estas Placas Alaia,
eventualmente, evoluíram para o mais moderno PAIPO (pie-poh), feita a partir de
madeira ou fibra de vidro. O bodyboard então foi inventado em 7 de julho de
1971 por Tom Morey. Enquanto vivia na Ilha Grande do Havaí, na cidade de
Kailua, ele desenvolve um bloco de espuma usando um ferro quente, uma faca
elétrica, e folhas de jornal. Ele cortou os trilhos em 45 graus, em seguida
pegou a sua nova criação e foi a praia para surfar.
No Brasil o esporte chegou em meados de
1978, mas o primeiro circuito brasileiro de bodyboarding só ocorreu em 1988,
com três etapas, sendo a primeira em Pitangueiras (Guarujá) e a segunda na
Praia Mole, em Florianópolis.
O maior responsável pela popularização
do esporte e seu desenvolvimento em âmbito nacional é incontestavelmente Marcus
Cal Kung.
Serviço
1º Meeting Amazônia de Bodyboarding
Dia 8 de junho de 2019
Local – Nômades Hostel – Estrada do
Atalaia, km 5 – Salinópolis
A partir das 18 horas

