A empolgação das férias
pode ser uma armadilha para quem não fez um planejamento financeiro adequado,
prejudicando diretamente o orçamento familiar. Segundo uma pesquisa divulgada
em 2018 pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e pela Confederação Nacional
de Dirigentes Lojistas (CNDL), seis em cada 10 brasileiros afirmam que nunca,
ou somente às vezes, dedicam tempo a atividades de controle da vida financeira.
Os especialistas
recomendam que a saída é colocar na ponta do lápis todas as despesas do mês,
custos fixos e variáveis, já reservando o valor necessário para o mês seguinte.
O professor do curso de Administração da UNAMA Ananindeua, Murilo Andrade,
afirma que a primeira coisa que se deve fazer nesse caso é reconhecer o erro.
“A pessoa que não se planeja precisa reconhecer que não podia viajar e errou ao
gastar o que não podia. Se gosta muito das férias, planeje um ano antes esses
gastos no orçamento”, recomendou.
O professor diz que o
planejamento deve ser feito de maneira constante. “Não só nesse caso de férias,
mas em outros, como carnaval, Dia dos Pais, das Mães, aniversários etc.
Planejar e revisar o orçamento a cada mês é mais recomendado. Se for importante
mesmo, coloque como meta, o que não for, elimine do orçamento”, afirmou.
Somente o planejamento
não garante sucesso, segundo o professor. É necessário praticar. “É o primeiro
passo de um novo hábito que está se construindo, mas não valerá de nada se não
for seguido. Praticar o planejamento e acompanhá-lo será fundamental também,
fazendo os ajustes se for o caso”, explicou.
Nem tudo está perdido.
Para quem quiser se planejar para as férias de fim de ano e está nessa
situação, ainda há esperança. “Para alguns lugares ainda dá, mas passagens e
hospedagens já começam a pedir preços muito altos. Se for uma despesa já
prevista e tiver dentro do gasto esperado, tudo certo. Mas se for viajar
pagando absurdos, melhor se planejar para comprar com um ano de antecedência”,
avaliou Murilo.

