Água e sabão. O simples ato de
higienizar as mãos por 20 segundos é capaz de evitar a contaminação pelo novo
coronavírus. Essa é umas das principais medidas de prevenção feita pela
Organização Mundial da Saúde (OMS). Especialistas afirmam que o sabão é
considerado até mais eficaz do que o uso do álcool 70%.
O sabão é uma substância capaz de
quebrar gorduras e, por isso, consegue destruir a parte externa do vírus,
matando o Covid-19. Sabendo disso, a Faculdade UNINASSAU Belém colocou em
prática o projeto de produção de sabão a partir do óleo de cozinha usado, com o
apoio do coordenador dos cursos de Engenharia. Ao todo, serão produzidos 200
litros de sabão. A distribuição será realizada na segunda-feira (25) para
asilos e moradores de rua de Belém.
A coordenadora do projeto e professora
do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da Faculdade, Miroslawa Luczynski,
garante que a eficácia do sabão no combate ao novo coronavírus é essencial. “A
higienização através da lavagem das mãos é muito mais eficaz. A utilização do
álcool gel é somente nos casos em que você não tem acesso a água e sabão
naquele momento. Mas se você chega em um local com uma pia e um álcool gel ao
lado, use a pia, lave as mãos com água e sabão”, orientou.
O óleo e cozinha foi reutilizado como o
ingrediente principal para a fabricação. “Recebemos cerca de oito litros de
óleo de cozinha que já foi utilizado. É muito importante que seja uma
reutilização desse material, porque contém maior teor de gordura, necessária
para produzir o sabão por conta da concentração. Também usamos outros materiais,
como sabão em pó, detergente, álcool (etanol) e soda cáustica”, explicou a
professora.
A equipe do curso de Engenharia
responsável pelo projeto fez o processo químico no laboratório da Faculdade,
localizada na Unidade Quintino. Três dias foram necessários até que o sabão
estivesse pronto para a utilização.

