Metodologia para armazenamento de
rejeitos secos da mina de bauxita da Hydro no Brasil substitui a necessidade de
alteamento e construção de novas barragens, melhorando a segurança e o
desempenho ambiental
A Hydro investiu cerca de R$ 30 milhões
(5,5 milhões de dólares) na fase de testes da metodologia que permite a
destinação final de rejeitos em áreas já mineradas, e recebeu licença de
operação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará
(SEMAS).
"A Hydro está comprometida em
promover a sustentabilidade na indústria de alumínio. Esse desafio tem
impulsionado nossos esforços para buscar práticas que possam eliminar a
necessidade de novas barragens permanentes de armazenamento de rejeitos na
mineração de bauxita", disse John Thuestad, vice-presidente executivo de
Bauxita e Alumina da Hydro.
O projeto da Hydro é pioneiro no setor e
esteve em testes desde julho de 2019 na Mineração Paragominas, mina de bauxita
no Pará.
A metodologia elimina a necessidade de
construção de novas barragens permanentes de rejeitos, ou mesmo a necessidade
de adicionar camadas às estruturas existentes, aplicando a metodologia
conhecida como “Talings Dry Backfill”, que deposita rejeitos secos inertes em
áreas já mineradas.
A aplicação dessa metodologia no Brasil
é um passo importante em termos de sustentabilidade do setor, aumentando a
segurança operacional e avançando significativamente nos trabalhos de redução
da pegada ambiental da Hydro.
A fase de testes foi monitorada e
acompanhada de perto por agências ambientais e seguindo padrões técnicos do
Conama, o Conselho Nacional do Meio Ambiente.
Os testes foram concluídos em dezembro de 2020, quando o projeto recebeu
a aprovação do licenciamento operacional da SEMAS.
Sobre Tailings Dry Backfill
A tecnologia Tailings Dry Backfill
permite que os rejeitos inertes da mineração de bauxita sejam devolvidos às
áreas já abertas e mineradas, antecedendo o processo de reabilitação, ao invés
de serem depositados em áreas separadas e permanentes de armazenamento. Após a
secagem em depósito temporário por 60 dias, os rejeitos de bauxita são
devolvidos às áreas mineradas, antes da área ser reabilitada e reflorestada.
Dessa forma, proporciona significativa redução da pegada ambiental da mineração
de bauxita e mais segurança operacional. O rejeito proveniente da mineração da
bauxita é química e fisicamente similar ao que foi retirado durante o processo
de lavra. Portanto, é devolvido para a natureza sem nenhum impacto ao meio
ambiente.
Reabilitação de áreas mineradas
A Mineração Paragominas está
comprometida em aplicar as melhores práticas ambientais e investe continuamente
na reabilitação de áreas mineradas. Na recuperação dessas áreas, a forma
original do solo é reproduzida, com adição de matéria orgânica. Em seguida, a
terra é preparada para receber as mudas que vão restabelecer a cobertura
vegetal.
Desde que o programa de reflorestamento
foi iniciado, em 2009, a Mineração Paragominas já contabiliza uma área de 2.300
hectares no processo de recuperação. Em média, 200 mil mudas de espécies
nativas são produzidas por ano no viveiro da Mineração Paragominas.
Para aprimorar o processo de
reabilitação, a Hydro integra o Consórcio de Pesquisa em Biodiversidade
Brasil-Noruega (BRC), que reúne pesquisadores da Universidade Federal do Pará
(UFPA), da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), do Museu Emílio
Goeldi, da Universidade de Oslo (UIO) e profissionais da Hydro no Brasil,
buscando as melhores alternativas para reflorestamento e monitoramento de áreas
mineradas.
Atuais sistemas de barragem da Mineração
Paragominas
A Mineração Paragominas possui dois
sistemas de barragem para armazenamento de rejeitos de bauxita. Ambos utilizam
uma metodologia de disposição de rejeitos baseada na operação alternada de seus
reservatórios, permitindo a secagem dos rejeitos em cada reservatório
combinando drenagem e evaporação, o que resulta em rejeitos com índice mínimo
de 60% sólido.