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| Crédito: Divulgação |
O surto de influenza em todo o Brasil em
meio à terceira onda da pandemia do covid-19 e ao período do ano em que a
combinação de chuva com o calor aumentam a proliferação do Aedes aegypti -
mosquito transmissor da dengue - provocam dúvida, já que as três doenças
facilmente se confundem, e apresentam alguns sintomas semelhantes entre elas.
Para ajudar a diferenciar uma gripe de uma infecção pelo novo coronavírus, ou
de uma enfermidade transmitida pelo Aedes, o primeiro passo é detectar
minuciosamente os sinais de cada doença; é o que indicam os especialistas.
A médica Lorena Martins, coordenadora do
serviço de infectologia da Policlínica Metropolitana, em Belém, explica que a
dengue é uma arbovirose, transmitida pela picada do mosquito. Já a influenza e
a covid-19, são doenças virais, porém, de transmissão respiratória. "A
dengue causa sintomas diversos que podem incluir febre, dor de cabeça, dor no
corpo, dor nas articulações e rash cutâneo (vermelhidão no corpo). Já a
influenza e covid são essencialmente sintomas respiratórios, como tosse,
coriza, espirros, dor no tórax (dor no peito), dor de cabeça e febre",
elucidou.
Vale lembrar que no início da pandemia,
a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou que os infectados apresentavam
sintomas como febre, tosse seca, cansaço e perda do paladar ou do olfato. Após
o surgimento das variantes, os sintomas clássicos sofreram mudanças: coriza, espirros,
dor de cabeça e na garganta passaram a ser comuns, e são características
semelhantes à gripe sazonal.
A infectologista ressalta ainda que o
tratamento para as três doenças é feito com hidratação, repouso e algumas
medicações. "No caso da influenza, quando indicado pelo médico, pode ser
feito uso do antiviral, o oseltamivir (tamiflu)", acrescentou a médica.
Lorena Martins explica que as enfermidades são diagnosticadas através de
evidência clínica e confirmação laboratorial. "No caso da dengue pode ser
feito pesquisa de antígeno NS1 ou sorologia IGM e IGG. Já a influenza e covid
são identificadas por meio de swab nasal com teste de antígeno específico para
cada uma delas", observou a médica.
Em caso de aparecimento dos sintomas, o
ideal é procurar um médico para ser orientado, medicado e afastado de seus
ambientes de trabalho com respaldo. "A população deve ficar atenta aos
sinais de gravidade. No caso da dengue, sangramentos, redução do volume
urinário, alteração do nível de consciência. Já as doenças respiratórias, a
falta de ar e a febre alta", acrescentou a infectologista.
Afastamento
As três doenças implicam afastamento de
5 a 7 dias das atividades. "Quando diagnosticadas, requerem afastamento de
suas atividades laborais de sete dias, mas houve, recentemente, a alteração
para cinco dias na covid, nos casos leves. Porém, no geral, são dados 7 dias de
afastamento", enfatizou a especialista.
Cuidados
Para evitar o contato com essas doenças,
a médica orienta algumas precauções. "Para a dengue, a população deve
atentar para combater os criadouros dos mosquitos, dessa forma, evitar água
parada para que não tenha procriação deles. Uso de repelente, mosquiteiros, uso
de telas nas janelas também são recomendados neste período", frisou Lorena
Martins.
A coordenadora do serviço de
infectologia da Poli Metropolitana também alerta para o não relaxamento das
medidas de higiene e de segurança, mesmo com o avanço da vacinação. "Já
para influenza e covid-19, os cuidados são os mesmos, como o uso de máscara,
higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel e distanciamento
social", observou.
Atendimento
A diretora da Policlínica Metropolitana,
Liliam Gomes, destaca que a unidade do Governo do Pará tem a capacidade mensal
de atender até 300 pacientes por mês nos serviços da infectologia. "Os
pacientes desta especialidade contam com uma série de oferta de exames para o
diagnóstico de doenças infecciosas e parasitárias que podem ser causadas por
microrganismos. Porém, a Poli não é porta aberta. Uma vez que o paciente passa
por uma unidade básica de saúde, e há necessidade de investigação mais
específica causada por estas doenças, o usuário é encaminhado, através da
regulação, à Poli", detalhou.
Agendamento
O secretário de Saúde do Pará, Romulo
Rodovalho, explica que os serviços de especialidades são exclusivamente
referenciados pelas unidades de atenção básica em saúde, inseridas no Sistema
Nacional de Regulação (SisReg). "A única marcação espontânea que há na
unidade são os programas 'Triagem Pós-Covid' e 'Pré-Operatório Rápido'. Estas
são demandas são agendadas pelos canais de atendimento (WhatsApp e
E-mail)", frisou o titular da pasta.
No dia e horário agendado, paciente
deverá comparecer à Policlínica com o comprovante de agendamento; documento de
identificação com foto; comprovante de residência com CEP e Cartão Nacional
SUS. O atendimento na Poli Metropolitana é com hora marcada, devendo o paciente
comparecer apenas com 40 minutos de antecedência para cadastro e procedimentos
necessários, conforme instruído no comprovante de agendamento emitido pelo
sistema de regulação da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sespa).
Observe algumas orientações:
Como evitar a dengue?
Tampar os tonéis e caixas d'água; manter
calhas sempre limpas; deixar garrafas e recipientes com a boca para baixo; usar
repelente; colocar telas nas janelas, usar mosquiteiros; limpar semanalmente ou
preencher pratos de vasos de plantas com areia; tampar as lixeiras; manter os
ralos limpos.
Como evitar a influenza e a covid?
Complete o ciclo vacinal, use máscara,
lave as mãos com água e sabão ou use álcool em gel, mantenha distanciamento
social, evite aglomerações, Cubra o nariz e a boca com o braço dobrado ou um
lenço ao tossir ou espirrar, fique em casa se você sentir indisposição.
Fonte: Ministério da Saúde