UNAMA volta a ser rota de ensino para estudantes estrangeiros

 A UNAMA – Universidade da Amazônia voltou a ser rota dos acadêmicos internacionais. Até o final de junho deste ano, o intercambista italiano de Relações Internacionais, Pietro Thomas Riva, da Universidade Católica de Milão (UNICATT), vai estudar no campus Alcindo Cacela, no ensino equivalente ao mestrado. O estudante está recebendo apoio do Programa de Pós-Graduação em Administração (PPAD) e da graduação do curso de Relações Internacionais.  


Para a reitora da UNAMA, Betânia Fidalgo, essa é uma retomada dos intercâmbios, que foi suspenso por conta das restrições da pandemia de Covid-19. “Nós sempre tivemos a tradição de receber vários alunos internacionais, que vêm aqui ter uma experiência de trabalhar e estudar dentro da Universidade na Amazônia. Muito feliz em receber o Pietro, que vai desenvolver um percurso pedagógico e acadêmico importante para a formação dele e poder trazer um pouco da experiência no que já desenvolve na universidade de origem”, reforçou a gestora.  


O estudante veio à Belém por meio de um projeto chamado Erasmus, que faz parte de um termo de cooperação entre o Brasil e as universidades europeias. Pietro já estudou outros seis meses na Inglaterra e cumpre outras disciplinas na UNAMA, para completar a etapa que garante o título de mestre.  “Eu achei que foi uma oportunidade muito grande de aprender uma outra língua, como o português, aprender com novas culturas e morar em um lugar que é muito particular, na Amazônia. É uma experiência de vida”, disse o estudante italiano.  


Segundo o orientador do acadêmico, prof. Dr. Emílio Arruda, do PPAD, a UNAMA tem um convênio Erasmus direto com a Universidade Católica de Milão. “Esse estudante está em uma universidade que tem vários projetos internacionais específicos na área de desenvolvimento, relações internacionais, administração e outros. Essa é uma oportunidade de contato com outros professores que já produzem conteúdos nessa mesma linha.  Também traz contribuição específica pelo contexto de onde nós moramos – no meio da região Amazônica – de discutir assuntos pesquisados no mundo”, disse o pesquisador.  


Para a Pró-Reitora de Pesquisa da UNAMA, Anna Vasconcelos, a vinda do Pietro é uma grande oportunidade. “Nós estamos priorizando a nossa internacionalização, tanto na graduação quanto na pós-graduação stricto sensu. Estamos aproveitando essa oportunidade em um projeto muito bom, que é o Erasmus, e concretizando a parceria. Mas a nossa intenção é expandir essas relações, mostrando aos alunos da UNAMA a possibilidade estudar na Europa ou vice-versa”, reforçou.Hospital Regional de Marabá dá dicas de prevenção sobre doenças renais, que atingem 1 em cada 10 adultos


Na semana em que é celebrado o Dia Mundial do Rim (10/3), o Hospital Regional do Sudeste do Pará - Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá (PA), alerta para os perigos de doenças renais e dá dicas de prevenção.


A unidade, que pertence ao Governo do Estado e é gerenciada pela Pró-Saúde, é referência para mais de um milhão de pessoas de 22 municípios da região, e possui um moderno Centro de Hemodiálise, com máquinas de diálise, salas de observação, e consultórios ambulatoriais.


Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) um em cada dez adultos sofrem com problemas renais no mundo, e mais de 140 mil pessoas fazem diálise no país.


Para a médica Ivellyn Pereira Nunes, nefrologista no HRSP, a doença renal geralmente é silenciosa, não dando sinais ou sintomas, sobretudo no início, por isso é fundamental a prevenção.


“Sintomas como perda de apetite, inchaço nos pés, pernas ou rosto, cansaço, anemia, pressão alta, e urina com espuma escura, podem ser sinais da doença. É importante sempre consultar um especialista para o diagnóstico correto", enfatiza a nefrologista.


A especialista explica que os rins filtram os produtos tóxicos que resultam da atividade celular, possuindo uma função reguladora, que contribui para a manutenção adequada de algumas substâncias existentes no sangue, como a água e os sais minerais, além de contribuir na regulação da pressão arterial e na produção de hormônios.


“A doença renal crônica é causada principalmente por enfermidades como diabetes, hipertensão arterial, e aquelas próprias dos rins, como as glomerulopatias”ressalta Ivellyn.


Para evitar doenças renais, a especialista da 6 dicas simples de prevenção:


Praticar exercícios físicos regularmente;

Evitar o excesso de sal, carne vermelha e gorduras;

Controlar o peso corporal, colesterol, glicose e pressão arterial;

Não fumar e não abusar de bebida alcoólica;

Ingerir água regularmente, e ter cuidado com quadros de desidratação;

Realizar, uma vez por ano, exames laboratoriais para avaliar a saúde dos rins: dosagem de creatinina no sangue e análise de urina.


Humanização

A venezuelana Betzabeth Yurima, de 54 anos, é paciente renal crônica. Morando no Brasil há três anos, na cidade de Jacundá, ela realiza há um ano tratamento médico no Hospital Regional do Sudeste do Pará.

"A vida de um paciente renal não é fácil, venho três vezes na semana ao hospital e fico mais de três horas em uma poltrona fazendo hemodiálise. O que me conforta, é saber que sou sempre bem acolhida e tratada com dignidade", conta a paciente.

Betzabeth destaca ainda diferenciais no atendimento do Regional. "Aqui temos um crachá de identificação, que dá prioridade de acesso a emergência do hospital, refeições balanceadas e atendimentos psicossociais, coisas que não vi em outras unidades de saúde".

De acordo com Ana Thais, psicóloga do HRSP, o atendimento humanizado, estreita e solidifica a relação com os pacientes. “A humanização contribui no processo de adaptação e adesão ao tratamento. Os pacientes respondem melhor aos procedimentos clínicos e terapêuticos, e se mantêm com a saúde mental em dia", reforça.

A Hemodiálise é o procedimento onde uma máquina filtra e limpa o sangue, executando parte do trabalho que o rim doente não pode fazer. Neste processo, são retirados do corpo os resíduos prejudiciais à saúde, como o excesso de sal e de líquidos.

"Atendemos cerca de 80 pacientes, que diariamente se deslocam de vários municípios da região, para realizar tratamento na instituição. Somos referência no interior do Pará, devido a qualidade das nossas dependências e do serviço de excelência prestado a sociedade", ressalta James Vinicius, enfermeiro nefrologista do Hospital Regional de Marabá.