Pessoas privadas de liberdade já podem se inscrever para o Enem 2016





A partir desta segunda-feira (03) está aberto o prazo para que Pessoas Privadas de Liberdade (PPL) e jovens que cumprem medida socioeducativa sejam inscritos nesta edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As inscrições devem ser feitas pelas unidades prisionais e socioeducativas, como lembra a presidente do INEP, Maria Inês Fini. “Estamos dependendo agora de todo o sistema carcerário brasileiro para que efetive as inscrições de seus aprisionados, pra que a gente possa, então, aplicar a prova com toda a segurança. Nós temos que acreditar que o aprisionamento, a privação de liberdade, tem que ter um caráter educativo. E eu acho que o ENEM pode se juntar a outras iniciativ as que visem promover essa recuperação das pessoas para a própria sociedade.”

Até o dia 7 de outubro é preciso que os órgãos de administração prisional e socioeducativa do país, assim como as próprias unidades, firmem um termo de adesão, de responsabilidades e compromissos, com o Inep, órgão vinculado ao Ministério da Educação. O preenchimento das informações deverá ser feito exclusivamente pelo site, no endereço: http://sistemasespeciais.inep.gov.br/unidadesprisionais/

“O Inep está preparadíssimo para abrigar e atender o número que o sistema carcerário nos informar. Nós estamos prontos para fazer [o exame] para todos aqueles quiserem.” O documento é necessário para aplicação do Enem nas unidades nos dia 6 e 7 de dezembro. Depois de confirmada a adesão, os estabelecimentos devem indicar um responsável pedagógico, que irá providenciar a inscrição dos interessados. No primeiro dia, os candidatos farão as provas de história, geografia, filosofia, sociologia, química, física e biologia. No segundo, será a vez da língua portuguesa, literatura, língua estrangeira, artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação, redação e matemática.

“A prova é rigorosamente comparável a todos os demais exames que o ENEM faz. Então, ela segue o mesmo rigor, ela tem a mesma régua, ela tem o mesmo balanço de dificuldades que a prova que nós aplicamos para os alunos em liberdade.” Na edição passada, 45,5 mil participantes fizeram a prova em unidades prisionais e socioeducativas no país, um aumento de 19% em relação a 2014, quando foram registradas 38,1 mil inscrições. Para mais informações acessehttp://portal.inep.gov.br