Arca da Leitura usa os livos para promover a inclusão de detentos

Livros ajudam na ressocialização dos detentos - Foto: Ascom/Susipe

A Arca da Leitura é um projeto de biblioteca móvel desenvolvido pela Coordenadoria de Educação Prisional da Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe) que tem como objetivo estimular o hábito da leitura entre os internos dentro do bloco carcerário, possibilitando o contato com os livros e a ampliação do conhecimento das pessoas privadas de liberdade.

O trabalho, iniciado em 2012 nos Centros de Recuperação I e II, do Complexo Penitenciário de Santa Isabel, na Região Metropolitana de Belém, conta hoje com 22 bibliotecas móveis na capital e em presídios de dez municípios do interior do estado. No projeto, uma estante móvel com 150 livros fica sob a responsabilidade de um interno, que leva o acervo até outros presos no bloco carcerário.

Dos livros doados ao acervo do projeto estão obras da literatura russa, de autores como Fiódor Dostoiévski e Nikolai Gogol, além de obras consagradas da literatura brasileira, entre elas “Grandes Sertões Veredas”, de João Guimarães Rosa, e ainda livros de Ariano Suassuna e Euclides da Cunha. 

A seleção dos livros doados para o projeto passa por triagem e catalogação feitas por uma bibliotecária que trabalha diretamente com os acervos dos livros que são destinados às bibliotecas das unidades prisionais. Após a seleção e classificação dos títulos, eles são direcionados às casas penais participantes. O acervo da Arca da Leitura conta hoje com mais de 20 mil livros didáticos e paradidáticos.

O projeto de biblioteca móvel está presente em unidades prisionais de Belém, Marituba, Santa Izabel do Pará, Castanhal, Capanema, Salinópolis, Bragança, Cametá, Mocajuba, Marabá, Itaituba, Paragominas e Tomé-Açu. A iniciativa da doação deve ampliar o universo de possibilidades da leitura aos detentos.

Serviço: Quem quiser doar livros ao projeto Arca da Leitura pode procurar a Coordenadoria de Educação Prisional da Susipe, em Belém, na Rua dos Tamoios, 1.592, em Batista Campos, das 8h às 14h, de segunda a sexta-feira, ou ligar para o telefone (91) 3239-4245.