Um encontro na sede do Ministério
da Agricultura, em Brasília, teve como tema principal um produto que faz parte
do dia a dia dos paraenses: o açaí. Na reunião, foram anunciadas medidas para
impulsionar a cadeia produtiva do açaí, fonte de renda de cerca de 13 mil
produtores no Pará, tendo grande importância socioeconômica no estado, que é o
maior produtor, envolvendo 300 mil pessoas em 54 municípios. O cultivo do
açaizeiro no Pará movimenta mais de R$ 3 bilhões por ano.
O melhoramento do material
genético, a introdução de boas práticas de cultivo e de manejo, incluindo a
sustentabilidade, e aumento da assistência técnica foram citados como fatores
impulsionadores da cadeia produtiva. No encontro, foram anunciadas medidas para
solucionar problemas ligados ao transporte, acondicionamento, segurança e de
controle de qualidade. Foi destacada também a necessidade de investir em
equipamentos, na automação da agroindústria e na pasteurização.
O secretário substituto de
Mobilidade e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (Mapa), Pedro Neto, disse que instituições ligadas ao
desenvolvimento do setor trabalham para
agregar valor ao produto, melhorar as condições de mercado e a renda dos
produtores. Neto disse que está sendo elaborado um plano de trabalho que inclui
ações imediatas e de médio prazo para melhorar as condições de produção do
açaí. Um dos problemas enfrentados é a contaminação microbiológica e por
barbeiro.
Pará 2030
Paralelamente às ações anunciadas
pelo Governo Federal, o Governo do Pará já implementa ações que visam melhorar
e aumentar a produção de açaí, estabelecendo a verticalização não só desse, mas
de vários produtos que têm no estado sua maior fonte de matéria-prima. Um dos
principais mecanismos é o Programa Pará 2030, um incentivo à verticalização das
cadeias produtivas.
Durante a elaboração do plano
foram diagnosticadas 23 oportunidades de investimento e, desta análise, foram
eleitas 12 cadeias produtivas prioritárias, entre elas estão a agricultura
familiar sustentável, grãos, logística, verticalização do pescado, turismo e
gastronomia, além, é claro, a produção e verticalização do açaí, entre outros.
O plano se desdobra em 70 iniciativas, 280 ações e 1.400 marcos de
implementação que serão fundamentais para dinamizar a economia e melhorar os
indicadores socioeconômicos nas diversas regiões paraenses.

