A força-tarefa criada pelo Governo do
Pará com o objetivo de monitorar a mancha de óleo no Oceano Atlântico
sobrevoou, na manhã desta segunda-feira (21), cerca de 200 milhas, o
equivalente a quase 360 km, e não encontrou nenhum indício de mancha de óleo no
litoral paraense. O anúncio foi feito na sede do Corpo de Bombeiros Militar do
Pará, na tarde de hoje, durante coletiva de imprensa com representantes de
órgãos estaduais e da Marinha brasileira. "Nós não encontramos manchas e
estamos monitorando a situação nos outros estados. Desta forma, tomaremos as
decisões que tentem minimizar possíveis impactos ao meio ambiente e a toda a
nossa biodiversidade", garantiu o secretário adjunto de Meio Ambiente e
Sustentabilidade, Rodolpho Zahluth Bastos.
A equipe de monitoramento, formada por
representantes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil Estadual e Secretaria de
Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), ficou a 300 metros do nível
da água, uma altitude considerada baixa, mas dentro da margem de segurança.
Locais vistoriados - A força-tarefa saiu
de Belém no início da manhã e passou por mais 13 localidades da costa atlântica
paraense. Foram vistoriadas áreas dos municípios de Vigia de Nazaré, São
Caetano de Odivelas, Colares, Curuçá, Marapanim (Praia de Marudá), Maracanã
(Ilha de Algodoal), Salinópolis, São João de Pirabas, Quatipuru, Bragança,
Augusto Corrêa e Viseu, na divisa do Pará com o Maranhão. Os dois estados são
separados pelo Rio Gurupi, onde também não foram encontradas manchas de óleo.
Plano estratégico - Com o sobrevoo, a
força-tarefa dá continuidade ao plano estratégico de ações que serão
desenvolvidos, caso alguma área seja atingida em território paraense. A partir
de quarta-feira (23), equipes da Semas, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil
seguirão para municípios costeiros, onde realizarão ações preventivas, como
levantamento, coleta de amostras de água e orientações à população sobre como
agir em caso de aparecimento de óleo nas praias. O Estado também já se prepara
para acionar a Defesa Civil dos municípios e as secretarias de Meio Ambiente,
para o apoio a ações integradas.
"O governo do Estado, por meio dos
órgãos de segurança e ambientais, está pronto para agir junto com a Marinha e
os municípios, caso este incidente chegue até aqui. Isso, se de fato ele
realmente ocorrer", ressaltou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros
Militar do Pará, coronel Hayman Souza.
Coleta em Beja - Durante a coletiva de
imprensa, a Marinha do Brasil informou ter enviado equipe ao município de
Abaetetuba, na região do Baixo Tocantins, para coletar amostra de água e óleo
encontrados na área da Praia de Beja, na semana passada. O capitão de mar e
guerra Manoel Oliveira Pinho, capitão dos Portos da Amazônia Oriental, explicou
que o material não seria o mesmo que se espalhou pelo litoral do nordeste
brasileiro.
"Quando ficamos sabendo dessa
denúncia mandamos uma equipe ao local. Hoje, estamos agindo junto com a
Prefeitura. Aguardamos a analise do óleo coletado para tentar identificar o
tipo de embarcação que usa esse combustível, o que vai facilitar a identificação
do responsável pelo incidente", informou o capitão Manoel Pinho.
