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| Crédito: Divulgação - Fernanda Moreira, médica na Policlínica, pede que quem puder, fique em casa |
Muito antes de a pandemia chegar ao
Brasil, o Governo do Pará já estava empenhado e mobilizado em garantir que a
população passasse por esse momento de maneira assistida, com garantia de
atendimento e tratamento em todos os 144 municípios paraenses. Dos planos à
execução, nada seria possível sem os que estão na linha de frente desde o
início, garantindo que a maioria possa estar em casa, se protegendo e
contribuindo para evitar a disseminação do novo Coronavírus. Nesta sexta-feira,
1º de maio, ao contar um pouco da rotina de alguns dos que estão diariamente
trabalhando pela preservação da vida, o Estado presta homenagens aos milhares
de profissionais da saúde e da segurança que garantem, incansáveis, o bem-estar
de todos.
A médica generalista Fernanda Moreira
atua na Policlínica Metropolitana e ela, assim como muitos outros colegas, não
terão feriado hoje.
"Estamos todos trabalhando,
servindo. Sabemos o quanto a população precisa desse atendimento, e estamos
aqui, com muita garra, muita força, muita fé. Quem puder ficar em casa, estiver
de recesso, por favor, fique. Eu parabenizo os que não podem, e que neste 1º de
maio estarão ajudando, todo mundo dos serviços essenciais. Força, a gente vai
vencer esse vírus!" - médica generalista Fernanda Moreira, que atua na
Policlínica Metropolitana.
Comandante operacional do Corpo de
Bombeiros Militar do Estado do Pará, o cel. Reginaldo Pinheiro, garante que a
corporação está alerta e atenta nas necessidades da sociedade. "Em momento
algum iremos desacelerar. Não podemos parar, tudo se intensificou em prol da
proteção das pessoas. Estamos na labuta de apoio, seja na lavagem de prédios,
com água, distribuindo cestas básicas pela Defesa Civil, ajudando nas enchentes
pelo interior, na proteção de barreiras sanitárias", confirmou.
Ele lamentou as perdas de colegas que
morreram em decorrência da Covid-19, uma realidade que muitas frentes estão
enfrentando. "Estamos no caminho certo para a proteção. Você, que pode
ficar em casa, permaneça, faça essa homenagem aos militares do CBM, a todo o
sistema de segurança, agentes de saúde, que não podem estar em casa",
pediu.
Clínico geral especializado em terapia
intensiva, o médico cubano Yosvani Pena é um dos que participou do extinto
Programa Mais Médicos, do Governo Federal, e que ficou no Pará mesmo sem
trabalho. Ele faz parte da equipe dos 86 profissionais contratados pelo Estado
para reforçar o atendimento em saúde. Plantonista do hospital de campanha do
Hangar, em Belém, ele relata uma rotina difícil, com quadros clínicos cada vez
mais desafiadores. A vontade de ajudar, no entanto, não muda.
"O Brasil é parte importante da
nossa vida. Somos estrangeiros, mas o coração está com o povo brasileiro.
Agradeço ao Governo do Pará e a um grupo importante de pessoas que contam
conosco, que confiam em nossa participação no momento em que o país precisa
tanto", reconhece. "Os médicos cubanos têm toda a disposição de
trabalhar, ajudar onde for preciso. Deixo a mensagem de que faremos nosso
melhor, com esforço, com amor, com atenção, com responsabilidade", Yosvani
Pena.
Além do trabalho na Segurança Pública, a
delegada de polícia Claudilene Maia, que coordena a Polícia Comunitária, se
empenha todos os dias em fazer um cadastro de colegas de moradores de
comunidades que precisam de medicamentos e cestas básicas nesses tempos de
isolamento.
"Não podemos esquecer da força de
Segurança Pública, que não está de quarentena, é 24 horas o tempo todo, capital
e interior, combatendo não só a criminalidade, mas fazendo ações sociais com
orientação e prevenção" - delegada de polícia Claudilene Maia.

