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Crédito: Leandro Santana / Ascom PCPA |
A Operação integrada "Prevenção
Combu" foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (15), na ilha do Combu,
localizada na orla fluvial de Belém. O objetivo da ação foi fiscalizar, de
forma preventiva, bares e restaurantes que atuam no local para evitar acidentes
e irregularidades que ponham em risco os turistas e frequentadores que procuram
a Ilha especialmente nos finais de semana do verão Amazônico.
A operação faz parte das ações de
fiscalização e prevenção da Operação Verão 2020 que visa garantir a segurança
com responsabilidade e saúde aos veranistas.
Entre os órgãos de segurança que fizeram
parte da ação estão agentes do Grupamento Fluvial (GFlu), veiculado a
Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado (Segup), Ordem
Pública, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, através da Polícia Administrativa,
Companhia Fluvial e Delegacia Fluvial. Ao todo, 33 estabelecimentos, entre
bares e restaurantes que atuam na ilha foram fiscalizados.
"A operação Prevenção Combu, tem
esse nome justamente pelo objetivo de prevenir possíveis acidentes, e para isso
montamos uma equipe com mais de 30 agentes que atuaram de forma integrada para
fiscalizar os estabelecimentos, exigindo a partir de agora que eles possam
trabalhar de forma regularizada, para que possamos proporcionar ao público a
segurança devida e necessária durante o seu lazer nos bares e restaurantes da
Ilha", ressaltou o diretor do Grupamento Fluvial da Segup, delegado Arthur
Braga.
Os proprietários que não apresentaram as
documentações e alvarás de funcionamento exigidos tanto pela Prefeitura
Municipal de Belém, quanto pelos órgãos do Corpo de Bombeiros e Polícia Civil,
foram notificados. Foi exigida também a melhoria de alguns locais que
apresentaram fragilidade nas estruturas, segundo avaliação da equipe do Corpo
de Bombeiros presente na operação.
A ação atuou também na orientação aos
donos dos bares e restaurantes quanto aos protocolos e medidas necessárias para
o funcionamento diante da realidade da pandemia do novo coronavírus.
Geiza Abreu, responsável por um dos
restaurantes que fica no complexo da Ilha do Combu, estava com a documentação
do local regularizada e já está trabalhando para a abertura do espaço dentro
dos protocolos exigidos no decreto para evitar a contaminação por Covid-19.
"Sabemos da importância em manter
as documentações regularizadas para que possamos trabalhar dentro da legalidade
e não ter problemas futuros. Nosso principal compromisso é oferecer um serviço
de qualidade e responsabilidade aos nossos clientes. Como eu já fui contaminada
pelo vírus, e até hoje sofro sequelas sérias da doença, me sinto no dever maior
de cumprir com todas as regras necessárias para evitar que tanto os nossos
funcionários, quanto os nossos frequentadores, sejam contaminados. O
restaurante não irá funcionar enquanto não estiver com todos os equipamentos de
segurança necessário e também não será permitida a aglomeração acima dos 40%
exigidos no decreto", disse a proprietária que atua na região há um ano.
Durante a manhã, foram fiscalizados 18
estabelecimentos, destes, 17 não apresentaram a documentação completa e terão
até 15 dias úteis para apresentar aos agentes fiscalizadores os alvarás
necessários para que possam funcionar com segurança e receber os turistas.
"Verificamos a necessidade de
montarmos essa operação na ilha do Combu para que pudessem ser feitas
fiscalizações em todos os estabelecimentos que atuam na região. Antes foi feito
um levantamento do quantitativo de bares e restaurante que funcionam ativamente
e já verificamos que vários deles não possuíam as documentações devidamente
legalizadas. A partir de agora, eles deverão procurar os órgãos competentes
para que possam funcionar dentro da lei, oferecendo não somente conforto aos
clientes, mas também segurança, para que não haja mais acidentes. Além disso,
eles também estão sendo orientados a funcionar de acordo com os protocolos e
medidas cabíveis exigidos nos decretos que visam o combate e controle da
proliferação do novo coronavírus", destacou o secretário de Segurança
Pública do Estado, Ualame Machado.

