Nesta terça-feira, 21 de setembro, é comemorado o Dia da Árvore. Mas, Belém, embora esteja na Amazônia, é uma das cidades grandes menos arborizadas do Brasil. Ela possui apenas 22,4% de arborização, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010. A pesquisa se refere aos vegetais de vias, aparelhos públicos (praças, canteiros, calçadas e etc).
O operador de caixa, Leon Cristian
Cunha, 29 anos, diz sentir falta de espaços verdes no bairro da Terra Firme,
onde mora. "Perto de casa tem somente a Praça Olavo Bilac, na avenida
Celso Malcher, onde, antes da pandemia, as pessoas sempre iam mais para lanchar
e brincar no parquinho de diversões. No meu bairro existem praças bem menores e
não vejo a quantidade de árvores necessárias nesses lugares. Para falar a
verdade, nem no meu bairro em geral. Se tivesse, sem dúvida, as pessoas
viveriam bem melhor”.
“Para arborizar Belém, um grande estudo
foi feito e pretendemos plantar em áreas de baixadas, de calçadas estreitas e
largas, e em áreas de solo profundo e nos rasos, de forma que, para cada uma
delas, teremos uma árvore adequada”, afirma o titular da Semma, o engenheiro
agrônomo Sérgio Brasão.
Semma desenvolve três grandes projetos de arborização e manutenção contínua - Atualmente, a Semma desenvolve três grandes projetos de arborização e manutenção contínua para as principais avenidas da cidade: Almirante Barroso, Pedro Álvares Cabral e Doutor Freitas.
No início deste mês, como parte da programação do Setembro Verde, o setor de Arborização da Semma realizou ação ambiental no rio São Joaquim, no trecho entre as avenidas Júlio César e Arthur Bernardes, como o plantio de 43 mudas. A ação teve como objetivo evitar o assoreamento do canal com o plantio de mudas de espécies arbóreas, que diminuem o deslizamento de terra para o leito do canal.
Já para a área central da cidade há projetos de paisagismo, com plantio de vegetação que tem folhagens maiores, como copo-de-leite, filodendro gold e jiboinha, ideais para sombreamento, ao longo das principais avenidas, como Nazaré e José Malcher, entre outras, e todas as travessas que passam por essas vias.
Unidades de Conservação serão criadas para regularem as temperaturas dos ambientes - Em Belém, o Bosque Rodrigues Alves é uma Unidade de Conservação que, ao mesmo tempo, foi levada à categoria de Jardim Botânico. Ainda nesta atual gestão municipal, Brasão informa que outras Unidades de Conservação serão criadas, para que elas atuem como regulador das temperaturas dos ambientes onde elas estão.
“As Unidades que existem serão preservadas. Estamos com o planejamento de preservar e decretar como Unidades de Conservação a ilha de Cotijuba e uma área na beira do rio Maguari, no Tenoné. Outras virão em seguida, se somando ao Bosque e ao Museu Emílio Goeldi. Assim, esperamos obter qualidade de vida e ambiente mais agradável para a cidade”, frisa o secretário.
Legislação - Desde 29 de março de 2012, a capital conta com a Lei nº 8.909, que dispõe sobre o Plano Municipal de Arborização Urbana de Belém. O documento é um instrumento previsto no Plano Diretor de Belém e faz parte do Sistema de Áreas Verdes da Cidade. A importância é por apresentar diretrizes não somente para a manutenção da arborização existente, mas critérios de expansão e manejo a respeito do quanto, como e onde plantar na área urbana de Belém, atendendo, ainda, Icoaraci, Outeiro e Mosqueiro.
A cidade possui, também, o Manual com
Normas Técnicas, que norteia a aplicação do plano como, por exemplo, o vegetal
mais adequado à localidade, dando prioridade à manutenção e proteção das
mangueiras - espécie que tornou Belém conhecida como a “Cidade das Mangueiras”
- e vegetais nativos da Amazônia.

