Autonomia afetiva é quando o
sujeito possui a capacidade de gerenciar suas emoções, seus afetos, sem exigir
que o outro corresponda ou sem cobranças do certo ou do errado. "É
perceber que o meu sentimento em relação ao outro é meu, que não posso mensurar
o sentimento ou querer qualquer tipo de retribuição", explica a psicóloga
do Hapvida Saúde, Sarah Lopes.
A psicóloga ressalta que, para
adquirir essa autonomia, existem fatores que devem ser considerados, como a
independência emocional, amor próprio, além de uma educação formal emocional
saudável, ou seja, como os pais ensinaram a pessoa a ter essa relação com o
mundo, inclusive respeitando os próprios limites e o do outro.
Sobre o mito relacionado a ideia
de encontrar "a cara metade, a metade da laranja ou a tampa da
panela", a especialista diz que esses conceitos foram construídos
culturalmente e estão impregnados na sociedade. "Esses conceitos nos
orientam que, para sermos felizes, precisamos dessa outra metade, ou seja,
necessitamos da parte que nos completa, quando, na verdade, temos que nos
sentir completos para que o outro chegue e complemente aquilo o que já
existe", afirma a psicóloga.
Já para diminuir a expectativa e
depositar menos a responsabilidade da própria felicidade no parceiro, é
necessário entender que isso pode acabar se tornando uma grande obrigação para
o outro. "É como se o outro não pudesse nunca errar e nem fazer algo que
possa comprometer esse relacionamento, mas todo ser humano irá falhar, acabando
com essas expectativas na primeira oportunidade. Fatalmente, as pessoas não
poderão cumprir com determinadas promessas. Não existe garantia de amor
eterno", destaca.
