Bombeiros de
diversas unidades participaram do 1º Estágio de Operações Marítimo-Fluviais,
realizado pelo Grupamento Marítimo Fluvial (GMAF). As atividades, iniciadas no
dia 29 de novembro, prosseguem até 12 de dezembro, quando haverá a solenidade
de certificação dos militares.
“O GMAF é um
grupamento marítimo com atuação em todo o Pará e unidades distribuídas em
vários municípios. Estamos aparelhando e capacitando militares que trabalham
com salvamento aquático. Apesar do maior número de ocorrências que requerem
esse tipo de intervenção ser maior na capital, não podemos deixar de contemplar
as demais unidades. Os militares de outros municípios necessitam de um preparo
adequado para operar em missões com aeronave, o que requer técnicas mais
específicas e avançadas de salvamento”, pontuou o comandante do GMAF, capitão
Marcos Scienza.
Participam da
instrução soldados do 1° Grupamento Marítimo Fluvial, dos 5° Grupamento
Bombeiro Militar – Polo Marabá, 11° GBM de Breves, 13° GBM de Salinas, 26° GBM
de Icoaraci e do Quartel de Salvaterra.
Durante duas
semanas de estágio, os militares foram submetidos a situações de resgate e
salvamento utilizando as seguintes disciplinas: treinamento físico-militar,
técnicas de salvamento, mergulho livre, primeiros-socorros a afogados,
orientação e navegação, operações subaquáticas, manutenção de motores e
salvamento com aeronave.
A instrução de
salvamento com aeronave foi ministrada pelo tenente coronel Zell, major Cledson
Oliveira, tenente Douglas Morais e cabo Michel Carvalho. Nela foram abordados os
procedimentos adequados a ocorrências com aeronave, formas de embarque e
desembarque, saltos a partir de helicóptero, cuidados básicos, fatores de
riscos, e outras técnicas que visam garantir a segurança da tripulação e do
guarda-vida, resultando em um salvamento bem sucedido.
“É preciso
especificar ao máximo para que o entendimento seja concluído com sucesso. Os
procedimentos padrões, dentro e fora de uma aeronave, são fundamentais. Este é
um estágio de salvamento aquático em que aeronave potencializa o trabalho do
efetivo em terra, para que possamos chegar com maior facilidade e rapidez até a
vítima”, explica o tenente Douglas Morais.
O major Cledson
Oliveira, co-piloto da aeronave utilizada na instrução, reforça a importância
sobre os cuidados básicos no salvamento. “É preciso ter conhecimento de tudo o
que possa oferecer risco à operação. É importante saber se os locais de pouso
são adequados, qual a direção do vento, se a área está limpa e corretamente
isolada. Esses são fatores preponderantes para que se tenha uma ocorrência
segura”, declarou.
Yasmin Matinni é
soldado recém-formada e atua no Quartel de Salvaterra. Ela conta que o estágio
tem sido um grande aprendizado para sua carreira. “Estamos adquirindo um
conhecimento que vai nos capacitar para futuras ocorrências. Aqui aprendemos
sobre navegação, motores, operações náuticas e agora entramos na fase do
salvamento aéreo feito com o auxílio de helicóptero. Somos privilegiados por
termos a oportunidade de vivenciar essa experiência”, comenta.
O principal
objetivo do estágio é qualificar os Bombeiros do CBMPA para diminuir os índices
de afogamento. Em 2014 foram registrados 144 óbitos por afogamento, em 2015
foram 149, e no ano seguinte, 155. Este ano, até o mês de novembro já haviam
sido registradas 110 mortes dessa natureza.
(Colaboração:
Carlos Yuri)
