Reconhecimento da paternidade (biológica ou socioafetiva)


 Promotora de Justiça Nazaré Abbade, da 7º promotoria de justiça da Família - Foto: Divulgação

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio da 7ª e da 10ª Promotoria de Justiça de Família promoverá, no próximo dia 13 de dezembro, de 8h às 14h, mais uma etapa do Projeto ‘Defesa da Filiação nas Escolas’. Desta vez, 13 escolas do bairro do Guamá e quatro cartórios irão participar do evento, que integra a “Semana Nacional do Ministério Público”. A semana, que acontece de 1º a 15 de dezembro, é uma iniciativa da instituição, que promoverá uma série de ações neste período, visando aproximar o MP da sociedade.

De acordo com a promotora de Justiça Nazaré Abbade, da 7º promotoria de justiça da Família, o atendimento será a continuidade das ações que vêm sendo desenvolvidos pelas 7º e 10º Promotorias de Justiça da Família desde 2011, em parceria com as escolas e cartórios de registro civil, visando atender os preceitos constitucionais da dignidade humana e da inclusão social, ao providenciar a inclusão do nome paterno nos registros de nascimento que possuem apenas o nome das mães. “A ação objetiva incluir os nomes dos pais na certidão de nascimento, sejam eles biológicos ou socioafetivos, para que as crianças possam obter todos os direitos da vida civil”, explica.

Foram expedidos para esta ação 593 convites para as mães. Porém, o evento é aberto para público em geral. “Nós chamamos as mães, porque fazemos um levantamento prévio, mas nada impede o público de participar”, ressalta.

Segundo a promotora, a ideia desta campanha é dar destaque aos registros de paternidades com laços socioafetivos, regulamentado pela Corregedoria Nacional de Justiça, através do provimento nº 63 de 14 de novembro de 2017.

O documento dispõe sobre o reconhecimento voluntário e a averbação da paternidade e maternidade sócio- afetivos, além de instituir modelos únicos de registro de casamento e de óbito a serem adotados pelos ofícios de registro civil em todo o território nacional, bem como de registros de nascimento e a emissão da certidão dos filhos nascidos sob reprodução assistida.

O provimento autoriza o reconhecimento da paternidade socioafetiva de pessoas de qualquer idade. Entretanto, nestes casos, crianças maiores de doze anos devem estar presentes para dizer se aceitam ou não a paternidade sócio- afetiva. Uma vez feito o registro, não se pode voltar atrás, somente através de decisão judicial, por motivos de erro de vontade, fraude ou simulação.

De acordo com a Promotora, existem hoje na Promotoria da Família vinte e dois procedimentos de inclusão do nome paterno por laços sócio- afetivos, em certidões de crianças onde só constam o nome da mãe, prontos para serem enviados aos cartórios. Durante o evento, além do reconhecimento de paternidade, ocorrerão palestras sobre cidadania e os riscos da gravidez precoce, ministradas por psicólogos e assistentes sociais do Ministério Público, além de atendimento psicossocial.

O último evento do tipo promovido pelas 7º e 10º Promotorias da Família foi o "Arraiá da Filiação", que aconteceu na Escola José Marcio Ayres, no bairro do Tapanã, atendendo cerca de mil mães de crianças e adolescentes sem paternidade reconhecida.

Os documentos necessários são RG, comprovante de residência, CPF, além da certidão de nascimento da criança. Crianças a partir de doze anos devem estar presentes para que seja feito o reconhecimento.