O sistema de produção integrada de
abacaxi chega a mais um município do sul do Pará, aumentando a adesão de
produtores da região ao cultivo sustentável da fruta, por meio de boas
práticas, como o uso reduzido de agrotóxicos na plantação. Xinguara será o terceiro
município que vai receber a equipe responsável pela implantação do sistema no
Pará.
O primeiro módulo do workshop sobre
transferência e difusão da produção integrada de abacaxi será nesta
sexta-feira, 15, no distrito de São José do Araguaia, reunindo em torno de 50
participantes, entre produtores, técnicos e estudantes de agronomia do
Instituto Federal do Pará (IFPa). O programa inclui prática de campo nas
propriedades selecionadas, para o monitoramento de pragas e doenças da
plantação e palestras sobre o sistema de produção integrada.
O palestrante será o professor
Aristóteles Matos, coordenador nacional do programa, com a participação do
gerente de Fruticultura da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário
e da Pesca (Sedap), Geraldo Tavares, e do técnico da Empresa de Assistência
Técnica e Extensão Rural (Emater), Luiz Cavalcante.
O sistema de produção integrada começou
no Pará, em 2008, no município de Floresta do Araguaia, maior produtor nacional
de abacaxi. Em Conceição do Araguaia, o sistema está em implantação há quatro
anos e nesta terça-feira, 12, até quinta, 14, conclui mais uma etapa do
programa nas agrovilas Joncon e Bradesco, com mais de 100 produtores, técnicos
e estudantes envolvidos. Em Joncon existem 10 Unidades Demonstrativas com
experimentos de adubação, indução floral e controle de mata.
Cerca de 10% dos produtores de Floresta
e Conceição do Araguaia já aderiram à produção integrada de abacaxi, outros que
participam dos dias de campo, já praticam algumas atividades, como a adubação
na época certa e a retirada de plantas contaminadas. O interesse pelo sistema
cresce na região e o próximo município, que já solicitou a implantação do
programa, é São Félix do Xingu.
A produção integrada de abacaxi é
coordenada no Pará pela Sedap, executada pela Emater e IFPA, com apoio das
prefeituras locais. Os produtores que aderem ao sistema se comprometem a
cumprir uma série de critérios sócio-ambientais, como a ausência de queimadas,
redução de produtos químicos e não praticar o trabalho escravo nas
propriedades.
