O Pará é o quarto estado mais
violento do Brasil, segundo dados do último Atlas da Violência do Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Essa estatística tem chamado a atenção de
instituições e empresas, que têm atuado em parceria para contribuir com a
redução desses números. Um bom exemplo disso vem do Programa Educacional de
Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), realizado em Barcarena e Ipixuna
do Pará pela Polícia Militar em parceria com a Casa Imerys. A iniciativa tem o
objetivo de sensibilizar os jovens sobre os impactos do uso de drogas e da
violência na vida em sociedade. Desde dezembro, mais de 700 alunos estão
recebendo certificados. Após as formaturas, que ocorrem até este mês, eles
passarão a atuar como agentes multiplicadores do projeto.
Em Barcarena, o Proerd é
realizado nas escolas Montanha e Industrial. Para Flávia Souza, analista de
Relações com a Comunidade da Imerys, o programa foi fundamental para a
integração das famílias no processo educacional. “As ações do Proerd provocaram
uma reflexão sobre a importância da família como ambiente primeiro da prevenção
e com isso elas passaram a se envolver mais na educação dos filhos. A
orientação assume o papel principal dentro da família e da escola ao se abordar
os temas relacionado às drogas e violência”, comentou.
Eunicéia Rodrigues, professora
responsável pela escola Municipal Montanha, disse que o programa imprimiu maior
segurança no ambiente escolar por ter sido abraçado por todos. “Antes não
tínhamos a aproximação da família, depois que o Proerd chegou os pais se
tornaram presentes e os alunos tiveram melhor compreensão sobre seus direitos e
deveres, apresentaram melhora no comportamento em sala de aula e entenderam que
qualquer situação de perigo deve ser comunicada aos pais e à escola. O programa
é um sucesso porque contou com a união de professores, alunos e pais”, disse a
educadora.
O Proerd também está presente
em Ipixuna do Pará, nas escolas Aparecida, Santa Maria do Bacuri, Bom Pastor e
Princesa Izabel. “O Programa é importante
para informar e educar a sociedade da região, em específico as crianças e
adolescentes sobre os prejuízos causados a pessoa pelas drogas e atitudes
violentas e também conscientizar a comunidade escolar sobre os direitos e
deveres da infância e juventude preconizados no Estatuto da Criança e do
Adolescente”, avaliou Luciana Pinheiro, analista de Relações com a Comunidade
da Imerys.

