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Foto: Agência Pará |
Os diversos órgãos responsáveis pela
liberação e realização dos eventos esportivos no estado do Pará estiveram
reunidos nesta sexta (15), na sede do Ministério Público do Estado (MPE), para
esclarecer as dúvidas e tranquilizar os torcedores paraenses quanto à segurança
do Estádio Olímpico Edgar Proença (Mangueirão), que vai sediar o clássico RE x
PA neste domingo (17).
Estiveram presentes representantes do
MPE, da Federação Paraense de Futebol (FPF), da Secretarias de Estado de
Esporte e Lazer (Seel) e de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop), da
Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.
“O primeiro objetivo aqui é esclarecer
algumas situações colocadas sobre o Mangueirão que geraram uma grande incerteza
em toda coletividade paraense. Vamos mostrar que não existe nenhum tipo de
confusão entre os órgãos, pelo contrário, tudo está sendo muito bem conversado
e alinhado entre todos, para que se tenham as melhores condições possíveis”,
disse o promotor de Justiça, Domingos Sávio.
Recentemente, o Mangueirão passou por
reparos no lado A, após queda de parte do fundo de uma viga. Mas o secretário
da Sedop, Ruy Cabral, garante que este problema já está solucionado e que o
fato não representa nenhum risco estrutural ao estádio.
“Após o desplacamento do fundo de uma
viga da cobertura do Mangueirão, contratamos um especialista no assunto, o
engenheiro Paulo Brígido, que rapidamente tratou e solucionou este e outros
problemas no estádio, que está totalmente recuperado. Mas é importante explicar
que não tem nenhuma finalidade estrutural, ou seja, não existe prejuízo na
estrutura do local. É notório que a praça esportiva ainda precisa de alguns
reparos, como na questão das infiltrações, mas isso já vai ser tratado agora em
uma segunda etapa”, detalhou.
Laudos de liberação – Atualmente, o
Estádio Olímpico do Pará, que tem capacidade para 35 mil pessoas, apresenta os
quatro laudos de liberação necessários para que ocorram partidas no local,
segundo legislação federal no Estatuto do Torcedor.
Os documentos de parecer são: 1- de
engenharia, acessibilidade e conforto, emitido por um engenheiro habilitado
pelo CREA, que trata da parte estrutural e de conforto do torcedor; 2- de
condições sanitárias de higiene, elaborado pela vigilância sanitária do
município ou estado, que valida questões como qualidade dos banheiros, se são
suficientes para o público e a insalubridade nos locais de venda de alimentos;
3- de prevenção e combate à incêndio, que tem o Corpo de Bombeiros como
responsável e trata do acesso e da evacuação em possibilidades de pânico –
acoplado a este laudo, o estádio deve possuir um plano de ações emergências; 4-
por fim, de segurança, elaborado pela Policia Militar, voltado especialmente à
segurança do torcedor, na entrada, saída e nas áreas de circulação no estádio.
Segurança – O tenente coronel Alessandre
Francês, do Corpo de Bombeiros Militar do Pará, destaca que na elaboração do
laudo nada é mais importante que a segurança das pessoas. “O Corpo de Bombeiros
tem uma preocupação social muito grande em qualquer praça de evento,
principalmente no RE x PA, que exige todo um planejamento. Temos uma
confiabilidade muito grande junto à população, e deixo bem claro que temos
militares extremamente capacitados para realizarem essa fiscalização. Nós não
sofremos nenhum tipo de pressão externa em qualquer nível, se tiver que
interditar, nós vamos interditar, caso encontremos qualquer coisa que ofereça
riso ao público”, afirmou Francês.
A Polícia Militar também já tem seu
planejamento pronto para que, no domingo, tudo ocorra da forma mais segura
possível no clássico. “Trabalhamos sempre em consonância com os bombeiros, para
que os laudos sejam confeccionados de forma técnica dentro do que prevê o
Estatuto do Torcedor. Após a aprovação e liberação da capacidade, montamos
nosso planejamento de operação. Domingo teremos 700 policiais, 28 viaturas, 23
conjuntos de cavalaria e algumas unidades de inteligência da PM, além de todo o
apoio dos órgãos parceiros, como Corpo de Bombeiros, Seel, MP, Polícia Civil e
Juizado da infância e adolescência”, explicou o coronel Mário Antônio, do
Comando de Policiamento Especializado.