O diagnóstico precoce em recém-nascidos
pode evitar doenças nos primeiros anos de vida. Os testes neonatais, ainda na
maternidade ou na primeira consulta de retorno, são fundamentais e contribuem
para o desenvolvimento saudável da criança. No Hospital Materno-Infantil de
Barcarena (HMIB), gerenciado pela Pró-Saúde - Associação Beneficente de
Assistência Social e Hospitalar, os bebês passam por uma Triagem Auditiva
Neonatal, ou teste da orelhinha, como é popularmente conhecido, para detectar possíveis
problemas na audição do recém-nascido, sendo realizado por um fonoaudiólogo. O
teste é realizado de forma gratuita e diariamente na Unidade localizada cerca
de 114 quilômetros da capital Belém.
“A audição é fundamental para o
desenvolvimento da fala, da linguagem e da aprendizagem. Se confirmados o tipo
e o grau da perda auditiva, o bebê será encaminhado para um programa de
intervenção precoce a fim de orientar a família, preparar para o uso de
aparelhos de amplificação ou implante coclear e terapia fonoaudiológica”,
explica a fonoaudióloga do HMIB, Vitoria Silva.
O teste da linguinha também é
imprescindível para o desenvolvimento da fala e ajuda a identificar problemas
ainda no início da vida. “Nesse exame observamos a língua do bebê, como ele chora
e como ele faz o processo de sucção. É muito importante que o bebê faça o exame
o mais cedo possível para evitar problemas na amamentação, desmame precoce e
até perda de peso”, ressalta a fonoaudióloga.
A pequena Heloisa veio transferida do
município de Muaná e ficou internada por quase dois meses no HMIB. Nasceu
prematura e precisou ficar internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e
depois na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) neonatal. A recém-nascida teve
todos os testes realizados antes da alta hospitalar. “Estamos indo para casa e
está tudo bem com ela. Estou muito feliz por vencer esta batalha”, diz a mãe
emocionada, Marilia Oliveira.
Desde a inauguração do HMIB, em outubro
de 2019, foram realizados 219 testes da orelhinha e da linguinha na Unidade. De
acordo com as Diretrizes de Atenção da Triagem Auditiva Neonatal, do Ministério
da Saúde, em 2005, 278 milhões de pessoas têm perdas auditivas de grau moderado
e profundo no mundo.