Prefeito propõe consórcio metropolitano para tratar da destinação do lixo




Nesta segunda-feira, 18, uma vistoria técnica será realizada no aterro sanitário de Marituba para avaliar a capacidade de recebimento de resíduos produzidos pelos municípios da Região Metropolitana de Belém (RMB). A proposta foi feita pelo prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, em reunião no Palácio Antônio Lemos na tarde desta quarta-feira, 13, com a participação do prefeito de Ananindeua, Manoel Pioneiro, representantes da Prefeitura de Marituba, promotores públicos e governo do Estado.

O prefeito de Belém apresentou ainda proposta para formação de um consórcio metropolitano com a finalidade de encontrar soluções para destinação do lixo produzido nos município de Belém, Ananindeua e Marituba.

Os três municípios produzem em torno de 1.500 toneladas de lixo domiciliar por dia. Desde 2015 esses resíduos são destinados para o aterro sanitário em Marituba, único licenciado ambientalmente, e que teve no final de 2018 licença concedida pelo governo do Estado para ampliação da área de recebimento do lixo.

Recentemente, a empresa Guamá Tratamento de Resíduos, que opera o aterro de Marituba, comunicou que não possui capacidade para continuar as operações de recebimento e tratamento do lixo, e que encerraria suas atividades a partir do dia 31 de maio.

“Temos que ter resposta para a seguinte pergunta: podemos ou não destinar o lixo para o aterro sanitário a partir do dia 1º de junho? Nossa sugestão de vistoriar o empreendimento busca essa segurança de ter um local adequado para destinar o lixo. Na próxima semana, técnicos das prefeituras de Belém, Ananindeua e Marituba, do governo do Estado, com acompanhamento do Ministério Público e também da Universidade Federal do Pará (UFPA) farão uma análise detalhada do empreendimento”, explicou Zenaldo Coutinho.

A secretária adjunta da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Lilian Habber, explicou que a autorização concedida no final de 2018 pelo Estado para implantação da etapa 2B no aterro de Marituba possibilita continuidade do recebimento de resíduos por pelo menos mais quatro anos.

“Esta vistoria vai ser importante para que seja possível verificar se de fato existe alguma limitação para continuidade das operações, como alegou a empresa no comunicado de encerramento das atividades. E se existir tal limitação precisamos saber se ela é técnica ou operacional”, argumentou a secretária adjunta.  

O promotor Raimundo Moraes eliminou a possibilidade de reativação do Aurá para recebimento de lixo. “Esta é uma área já bastante agredida e contaminada, utilizada por muitos anos. Nossa ideia não é abandonar esta área. Muito pelo contrário: é recuperar aquele espaço já bastante castigado durante muitos anos. Não podemos esquecer que o aterro de Marituba foi construído e projetado para ser o local ambientalmente adequado e seguro para o descarte do lixo. Retornar com esse lixo para o Aurá seria uma irresponsabilidade”, destacou o promotor. 

O prefeito de Ananindeua, Manoel Pioneiro, disse que somente de forma conjunta será possível encontrar a solução dos problemas de destinação do lixo. “Não temos, hoje, nenhuma nova área dentro dos três municípios onde seja possível instalar um aterro sanitário. Precisamos de tempo para encontrar essa solução, discutindo e verificando todas as possibilidades”, anunciou.

“O município de Belém está disposto a participar de todas as discussões e sempre buscando alternativas para a destinação do lixo. Desde que seja uma alternativa econômica, técnica e socialmente viável. Nossa expectativa é encontrar uma solução de curto prazo com o aterro que já está em operação e ampliar os debates para que se encontre uma solução de longo prazo”, disse Zenaldo.