Válido a partir de 9 de julho, o
Cadastro Positivo deve gerar expressivo aumento na arrecadação de impostos
estaduais. Segundo estudo da ANBC (Associação Nacional dos Bureaus de Crédito),
a expansão do crédito, um dos principais benefícios do novo CP, favorecerá a economia dos estados por meio do aumento do
valor arrecadado com IPVA e ICMS. No Pará, que hoje tem uma receita com esses
impostos em torno de R$ 123,5 bilhões, o Cadastro Positivo com inclusão
automática de consumidores elevará essa arrecadação, a médio prazo, para R$ 128 bilhões, ou cerca de R$ 4,5
bilhões a mais.
Atualmente, sem o Cadastro Positivo, a
soma de recolhimento desses impostos
pelos estados brasileiros é de R$ 5,587 trilhões. Com o novo modelo, a previsão
é que esse montante alcance R$ 5,793 trilhões em cerca de dez anos, totalizando
uma expansão de R$ 205,7 bilhões no período, devido ao estímulo da atividade econômica.
O levantamento aponta ainda que o novo
modelo de Cadastro Positivo poderá
injetar R$ 28 bilhões na economia do Pará, possibilitar acesso ao crédito para
um contingente adicional de 759 mil consumidores e pode reduzir em 45% a
inadimplência no Estado.
Elias Sfeir, presidente da ANBC, afirma:
“As unidades da federação dependem vitalmente da arrecadação do IPVA e ICMS
para investir em programas sociais, principalmente em saúde e educação, e o
novo modelo de Cadastro Positivo pode ser uma possibilidade para arrecadar mais
sem aumentar impostos.”
Entre os principais benefícios sociais
do novo Cadastro Positivo, Sfeir destaca
o crédito mais acessível e barato por meio da nota de crédito, que tem
potencial de reduzir em 45% a inadimplência. Hoje existem cerca de 60 milhões
de brasileiros inadimplentes, o que equivale a 40% da população economicamente
ativa.
O
novo Cadastro Positivo tem ainda potencial para gerar mais empregos e renda
para os cidadãos, tanto pela expansão de R$ 790 bilhões no crédito às empresas,
principalmente às MPEs, como pela possibilidade de aumentar o PIB anual em
0.54% a.a. e assim injetar a médio prazo
até R$ 1,1 trilhão na economia.
