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| Crédito: Pedro Guerreiro / Arquivo Ag.Pará |
O Pará é responsável por mais de 94% da
produção nacional do açaí, é o maior produtor do Brasil, segundo pesquisa
realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019.
No passado, os vendedores do fruto eram vítimas de assaltos nos rios da região,
após fortes investimentos e ações preventivas e de repressão da segurança
pública a realidade está mudando.
De acordo com dados da Secretaria
Adjunta de Inteligência e Análise Criminal da Secretaria de Segurança Pública e
Defesa Social do Pará (Segup) no mês de janeiro deste ano, não houve nenhum
registro de crimes contra embarcações na Região Metropolitana de Belém (RMB).
Somente na Capital, existem mais de 35 ilhas, em todas há o cultivo do açaí
para comercialização. Em janeiro do ano passado, houve nove registros deste
tipo de crime. Os números apontam uma redução de 100% nos casos, ao comparar os
meses de janeiro de 2020 e 2021. Ainda segundo as estatísticas, em janeiro de
2020, três casos de roubo de embarcações envolviam vendedores do fruto na RMB.
No mesmo período deste ano, não houve nenhum registro desse tipo de crime, o
que resulta em uma redução de 100% das ocorrências.
O diretor do Grupamento Fluvial da
Segurança Pública (Gflu), Arthur Braga, explicou que os roubos aos produtores
de açaí geralmente acontecem quando os vendedores estão retornando com dinheiro
da venda feita na Capital. "Existem mais de 35 ilhas pertencentes a Belém,
todas elas com ribeirinhos que tiram do fruto o sustento da família. Então,
evitar com que roubos como esses aconteçam é, além de uma ação de segurança
pública, garantir a cidadania, a geração de renda e até mesmo o alimento na
mesa". Ressaltou.
Prevenção - Operação Tarrafa, que
ocorreu de 12 a 17 de fevereiro, buscou intensificar o patrulhamento nos rios,
e contribuir para o seguimento da redução dos índices. O barco André Luiz é a
base para a Delegacia Fluvial e Companhia Independente de Polícia Fluvial da
Polícia Militar, e se posiciona estrategicamente durante a ação.
"A base tem como objetivo dar
visibilidade à população ribeirinha e ao tráfego fluvial, servindo de
referência para a população nos casos de emergências e nos atendimentos de
ocorrências", pontua Bruno Anaissi, coordenador de Operações do Gflu.
Investimento - A primeira lancha
blindada do Pará também é utilizada pelo GFLu, e conta com tripulação exclusiva
e capacitada para agir em ações ostensivas. O investimento total na construção
da embarcação, levando em consideração os aspectos locais, ultrapassou mais de
R$ 2 milhões, todo do Tesouro estadual.
A "Aruanã" é equipada com
aparelhos de tecnologia avançada, como visão noturna, visão termal, sonar e
radar, que permitem uma atuação mais ostensiva, especialmente no enfrentamento
a organizações criminosas e grupos que agem fortemente armados, garantindo
assim maior segurança à atuação das polícias, resguardando a vida dos agentes e
possibilitando resultados mais eficazes às operações fluviais.