Especialista do Galileu afirma que tratamentos de câncer de próstata estão menos invasivos

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Uma doença com evolução silenciosa, com sintomas que, aparentemente, rementem à uma condição comum, é a segunda causa de morte no sexo masculino no Brasil. Está se falando do câncer de próstata, o segundo mais comum entre os homens, atrás somente do câncer de pele não-melanoma. 

Para os anos de 2020 a 2022, dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), apontam o surgimento de 65.840 novos casos de câncer de próstata no País. Alguns dos motivos para os índices expressivos da enfermidade, é a falta de informações e os tabus, que levam os homens a ter medo de procurar especialista para ter um diagnóstico precoce. 

CONSCIENTIZAÇÃO NO NOVEMBRO AZUL 

Na Grande Belém, o Hospital Estadual Galileu (HPEG), todos os meses de novembro, veste azul e se empenha na conscientização de seus colaboradores, pacientes e acompanhantes sobre os cuidados com a saúde do homem. "O câncer de próstata e a segunda causa de morte no sexo masculino, portanto a única forma de prevenção e a rotina que todo homem deve realizar anualmente para detecção precocemente e assim com chances de cura", alertou Gilflávio Normandes, urologista e cirurgião do Galileu. 

Se diagnosticado e tratado ainda na fase inicial, as chances de cura do tumor chegam a 90%, segundo especialistas. Com o avanço da medicina, o método mais usado para o tratamento é a separação entre identificação do tumor e a necessidade de tratá-lo, evitando terapias agressivas e desnecessárias.

 "Atualmente, existem diversas formas para se tratar o câncer de próstata, que vão desde de cirurgias radicais com a remoção da glândula completa com as vesículas seminais até métodos, minimamente, invasivos com preservação do órgão, retirando somente parte da glândula onde existe o tumor. Há outros como a radioterapia, braquiterapia e hormonioterapia são também realizados no controle da doença", explicou o especialista.

 O câncer da próstata tem evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma e quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata, dificuldade de urinar ou a necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite.

 Ao suspeitar da doença, o urologista Gilflávio Normandes orienta para o homem, a realização do toque retal e de sangue, que irá checar a dosagem do PSA (antígeno prostático específico) e são essenciais para detectar precocemente o câncer de próstata. "Exames de imagens como ultrassonografia, tomografia e agora a ressonância magnética, são exames realizados para auxiliar na biópsia que é como se fecha o diagnóstico da doença, ou seja, qual o grau de envolvimento da doença no organismo", reforçou o urologista.

 CAMPANHA 

Para massificar as informações e os cuidados com o Câncer de Próstata, no próximo dia 16, uma programação azul será realizada na unidade. O evento contará com roda de conversas, apresentação de especialistas e, ainda, e o depoimento de pacientes que fazem o tratamento da doença. Além disso, a unidade fará uma programação ainda para policiais militares. A iniciativa é do setor de humanização da unidade.

 "Nosso objetivo quanto profissionais de saúde é elucidar dúvidas, quebrar rótulos e tabus a respeito das doenças. Por medo e vergonha, homens ainda estão na inércia nos cuidados de si próprio. Estas Campanhas do Ministério de Saúde são imprescindíveis para salvar muitas vidas, pois as informações que são passadas levam ao encorajamento das pessoas", destacou a enfermeira Anny Segóvia, supervisora de Humanização do Galileu.