O governo do Estado vai destinar
uma casa na travessa Joaquim Távora, na Campina, em Belém, para servir como
abrigo definitivo aos cerca de 80 índios venezuelanos da etnia Warao refugiados
na capital paraense. A partir da próxima segunda-feira (6), em um trabalho
conjunto, órgãos estaduais e municipais farão o cadastro dos indígenas que
estão no abrigo do Pro Paz, no Mangueirão, e na área do Ver-o-Peso, para que
seja feita a transferência para o novo imóvel. O objetivo é garantir
assistência integral a essa população, que chega fugindo da crise econômica e
política do país sul-americano.
O aluguel do imóvel que servirá
de abrigo para os indígenas é uma das medidas anunciadas nesta quarta-feira (1)
pelos titulares das secretarias de Estado de Assistência Social, Trabalho,
Emprego e Renda (Seaster), Ana Cunha, e de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh),
Michel Durans, durante reunião na Seaster com representantes de 15 órgãos que
vêm discutindo o assunto desde que os primeiros índios venezuelanos começaram a
migrar para Belém. Representantes do Pro Paz, Fundação Papa João XXIII
(Funpapa), Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e da Câmara Municipal,
entre outros, participaram do encontro.
O novo abrigo, que tem dois
andares, é composto por quatro quartos, três banheiros, ampla copa-cozinha,
sala de jantar e área de lazer. O espaço vai ser adaptado para receber os
índios e as crianças. A casa será adaptada para receber um redário e uma
brinquedoteca. Hoje, 38 indígenas estão no abrigo do Pro Paz – onde recebem
três refeições diárias –, mas a ideia é que, aos poucos, eles se mudem para a
nova casa.