Uma das etapas das obras de
requalificação da BR-316 está sendo prejudicada. Postes com fiação elétrica e
de telecomunicação estão na faixa de domínio da obra e precisarão ser
remanejados. Desde o mês de janeiro, a atual diretoria do Núcleo de
Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM), responsável pela obra, identificou
o problema, que precisa ser resolvido pela Concessionária de energia elétrica e
por empresas de telecomunicações. Tais empresas já foram acionadas, já houve
diálogo, mas nenhuma atendeu a solicitação.
"Essas interferências tem um
impacto muito forte porque as próximas etapas da obra - que seriam nas laterais
da BR para a execução do sistema de drenagem - estão sendo prejudicadas já que
não podemos realizá-las com os postes no meio do caminho. Essas obras
[drenagem] é que dão o ritmo das outras intervenções. Só se trabalha em
pavimentação, por exemplo, quando a drenagem tiver sido executada", afirma
o engenheiro Eduardo Ribeiro, diretor-geral do NGTM. "Essa situação também
impacta a execução das passarelas. Não podemos fazer as fundações enquanto
essas interferências não forem remanejadas", acrescenta.
De acordo com o titular do Núcleo, o
trabalho de remanejamento é uma atribuição da construtora responsável pela obra
juntamente com as empresas, neste caso, concessionária de energia elétrica e
telecomunicações (que inclui telefonia, internet, tv a cabo). "Temos dado
o apoio, promovemos reuniões semanais com os responsáveis, mas é preciso uma
conscientização de todos da importância da obra e a necessidade de cumprir o
cronograma", esclarece.
Além dos diálogos, o NGTM já estuda
alternativa jurídica para agilizar o trabalho que é de responsabilidade das
empresas privadas. "Estamos fazendo consulta jurídica para que haja alguma
penalização por conta de possíveis atrasos nas obras devido à inoperância das
empresas. Precisamos de agilidade nesse remanejamento das redes", detalha
o diretor.
O engenheiro explica que existem muitos
cabeamentos de fibra ótica enterrados através de dutos da rodovia e também há
trechos onde têm interferências por adutoras de água". Segundo Eduardo, o
cadastro feito há três anos, contendo as empresas que possuem cabeamento nos
postes ao longo dos 10.8 km na rodovia, está sendo atualizado pela nova gestão
do NGTM, pois novas interferências surgiram e o objetivo é evitar prejuízos aos
usuários. "Existe todo um cuidado por parte do Governo de não causar danos
a essas infraestruturas e aos prestadores de serviços. Mas, também estamos
cobrando desses prestadores que sejam ágeis e não atrasem o cronograma de
obras", reforça Ribeiro.
Essa situação foi um dos assuntos
apresentados pela diretoria do NGTM aos executivos da Agência de Cooperação
Internacional do Japão (JICA), durante a terceira visita técnica nos últimos
dias 12 e 13 deste mês, assim como a questão da iluminação provisória em alguns
trechos do canteiro central da rodovia onde estão sendo construídas as estações
de passageiros. "Não estava previsto no projeto a iluminação provisória no
canteiro central da rodovia enquanto houver a obra, mas, vamos colocar em
breve. Depois, toda a iluminação será refeita para compor novo paisagismo com
iluminação definitiva", esclarece Eduardo Ribeiro, diretor-geral do NGTM.
