A obesidade infantil é uma preocupação
tanto dos órgãos de saúde como de pais. Encontros e pesquisas têm sido
realizados com o intuito de diminuir os números alarmantes da doença mundo
afora. O Ministério da Saúde, por exemplo, iniciou o Estudo Nacional de
Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI), para mapear a situação de saúde e
nutrição de crianças em todo o país.
Segundo a professora do curso de
Nutrição da UNINASSAU Belém, Aline Ozana, a obesidade tem causa multifatorial.
“Na infância, está associada, principalmente, a uma alimentação inadequada, com
consumo excessivo de alimentos muito calóricos e pouco nutritivos, como os fast
foods e junk foods, aliado ao sedentarismo”, explica. A nutricionista destaca que alguns fatores
durante a gestação podem contribuir, como obesidade materna e diabetes
gestacional. “Além disso, a falta de amamentação durante a fase de lactação é
fator determinante. O aleitamento materno tem efeito protetor e dose-dependente
na redução do risco de obesidade na vida adulta”, afirma.
Prevenção
Entre os benefícios que a amamentação
pode trazer à criança, está o combate à obesidade infantil. “É indicado
amamentação exclusiva até os seis meses, a partir daí, a alimentação
complementar deve priorizar frutas, vegetais e proteínas de origem animal, pois
fatores nutricionais e metabólicos, em fases iniciais do desenvolvimento
humano, têm efeito em longo prazo na vida adulta”, diz a nutricionista,
acrescentando a importância do acompanhamento periódico da criança com o
nutricionista.
O bom exemplo em casa e na escola também
é fundamental na prevenção da obesidade em crianças. “Pais que querem que seu
filho tenha uma alimentação adequada, devem servir de exemplo, tendo, também,
uma alimentação saudável. Avaliar os lanches que estão disponíveis para compra
e consumo na escola também é fundamental, visto que a família e a escola são os
principais veículos educadores desta faixa etária”, afirma Aline.

